sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ácidos Graxos Ômega-3 podem evitar eventos cardiovasculares em pacientes de alto risco e com diabetes


         
   
         A suplementação, com baixa dosagem, de ácidos graxos ômega-3 pode  proteger os pacientes com diabetes  com histórico de infarto do miocárdio  (IM) de eventos relacionados com arritmia ventricular, sugerem os dados do Ensaio Alpha Ômega.
Em média, os pacientes consumiram 18,6 g de margarina diariamente, de acordo com os pesquisadores, com um consumo adicional de 223 mg EPA, 149 mg DHA e 1.9 g ALA por dia. 
           Durante um período de acompanhamento de 40,7 meses, 29 pacientes desenvolveram eventos relacionados com arritmia ventricular e 27 morreram de IM. Os dados indicam que a suplementação com qualquer combinação de ácidos graxos ômega-3 diminui os eventos relacionados com arritmia ventricular, se comparada com placebo. Porém, os pacientes que receberam suplementação EPA e DHA mais ALA experimentaram menor incidência,  com análises ajustadas sugerindo que a suplementação diminuiu os eventos em 84%  versus placebo (HR=0,16; 95% CI, 0,04-0,69). Os resultados foram similares para o endpoint combinado de parada cardíaca e morte súbita (HR=0,13; 95% CI, 0,02-1,09) e colocação desfibrilador/cardioversor (HR=0,19; 95% CI, 0,02-1,55).
            Embora o pesquisadores não tenham encontrado  reduções significativas em IM fatal, entre os grupos de tratamento, depois do ajuste para potenciais confundidores, a suplementação combinada de EPA e DHA mais ALA parece ter reduzido o endpoint combinado de eventos relacionados com arritmia cardíaca e IM fatal, em 72% (HR=0,28; 95% CI, 0,11-0,71), contam os pesquisadores.
        “Enquanto mais pesquisas são necessárias para  definitivamente determinar o papel desses ácidos graxos, na proteção dos indivíduos contra arritmias ventriculares, eles parecem oferecer um benefício também para pacientes diabéticos que tenham um ataque cardíaco,” explicou o Dr. Kromhout, em sua nota para a imprensa. “Esse é o primeiro estudo que  mostrou um efeito protetor significativo dos ácidos graxos ômega-3 em pacientes de alto risco, com diabetes, que receberam o melhor tratamento possível para seus ataques cardíacos.” 

Fonte: Diabetes Clínica numero 03, ano 2012

Falta de sono provoca diabetes?





         Sim, a falta de sono pode causar diabetes, e ainda contribui para piora do controle de quem já tem. O assunto foi abordado durante o 17o Congresso da Associação Nacional de Assistência ao Diabético, realizado em São Paulo, no último final de semana, entre 27 e 29 de julho.
        A causa ainda não é conhecida, mas estudos têm verificado que dormir bem ajuda a regular alguns hormônios que atuam em conjunto para determinar a sensibilidade à insulina. Quanto menos a pessoa dorme, mais resistente à insulina o seu corpo ficará.

     Um estudo realizado com homens jovens mostrou que as taxas de insulina no sangue chegavam a ficar 50% mais altas quando eles não dormiam o suficiente. Ou seja, a falta de sono estaria diretamente ligada a altas taxas de insulina na corrente sanguínea. “Com o tempo, esse excesso de insulina pode deixar o organismo cada vez mais resistente à insulina e possivelmente induzir o surgimento do diabetes”, conclui a pesquisa.
Para quem já tem diabetes, os efeitos da privação do sono podem ser devastadores. A resistência à insulina causada por dormir aquém do necessário pode intensificar o diabetes preexistente. O controle da glicemia fica mais difícil e o risco de complicações futuras aumenta consideravelmente.
          Mas dormir bem nem sempre depende só do indivíduo. Há distúrbios que impedem uma boa noite de sono. Um deles é a chamada apneia do sono, um quadro que impede a pessoa de respirar adequadamente. São observadas paradas significativas da respiração. O resultado é que o organismo não consegue obter oxigenação necessária, o sono profundo sofre interrupções contínuas durante a noite e impede um que o sujeito tenha o repouso necessário.
        Ainda não se sabe o por quê, mas não são poucos os estudos que observam uma ligação estreita entre apneia do sono, diabetes e obesidade. O maior problema é que grande parte das pessoas que sofrem do distúrbio nem ao menos foram diagnosticadas.
    É bom ficar atento. Como têm sido as suas noites de sono? Você tem dormido o suficiente? Tem se sentido disposto durante o dia? Caso tenha observado alguma alteração no seu padrão de sono, procure um especialista.

Fonte: http://www.educacaoemdiabetes.com.br