quinta-feira, 5 de julho de 2012

Reeducação Alimentar



       O termo Reeducação Alimentar foi criado para abolir o que antes chamávamos de dieta, que prometiam milagres, emagrecimento rápido, metas rígidas e exageradas e restrições alimentares que ao invés de grandes resultados e mudanças saudáveis, colocavam o organismo em situação de risco nutricional.


           As famosas dietas eram um sacrifício na busca de peso ideal, beleza física, alimentação balanceada e saúde, que ao invés de trazerem benefícios duradouros aos seus seguidores, trazia desistência, desânimo, recuperação do peso, “efeito sanfona” e a volta aos antigos e maus hábitos alimentares.
       Neste caso, a criação de um novo processo de conscientização e aprendizagem, de educação nutricional, mudanças comportamentais, hábitos alimentares e estilo de vida eram necessários na busca de qualidade e saúde. Sendo assim, foram criadas novas orientações nutricionais específicas em que o indivíduo conhece, participa e incorpora mudanças necessárias e individualizadas, através da formação de hábitos alimentares mais saudáveis e um novo estilo de vida, sem deixar de fora o que faz parte da sua cultura.
         A Reeducação Alimentar pode ter vários objetivos, por exemplo: perda, ganho ou manutenção de peso, controle dos níveis de colesterol e glicose, controle de patologias como Hipertensão Arterial, Diabetes, Obesidade, Doenças Cardiovasculares, Câncer e inúmeras outras doenças e/ou situações que exigem mudanças na qualidade da alimentação, onde a Nutrição está diretamente ligada ao tratamento e a prevenção.

           A Educação é mais do que instrução, tendo como objetivo a construção do conhecimento do paciente, ao contrário das dietas que não ocorrem mudanças internas.
                Ao contrário das famosas e milagrosas dietas, com perda de peso sem esforço, na Reeducação Alimentar precisamos estar abertos a ela na forma de incorporá-la em nossas vidas, tendo força de vontade só dessa forma a mudança será verdadeira e se tornará parte do indivíduo.
                Nesse processo de reeducação e aprendizado a pessoa se conscientiza e enxerga seus erros e compreende o que e o porquê da necessidade de mudança. Por tratar-se de um processo de aprendizagem o paciente torna-se apto a escolher corretamente seus alimentos, com a segurança de que esta fazendo a melhor escolha.
          Quando estamos abertos ao conhecimento temos motivação para aplicá-lo nos pequenos passos diários. É um processo fácil? Não. A mudança de hábito não é fácil, mas é possível, com boa vontade e disciplina. Quando o objetivo maior é prevenir, tratar, controlar doenças e promover saúde o esforço vale a pena.
         Toda essa mudança deve ser entendida como um processo com erros e acertos em busca do equilíbrio, sem preconceito ou culpa sobre o que se come.



Fonte: Texto adaptado site Educação em Diabetes

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