Artigo publicado em janeiro deste ano,
resultado de uma pesquisa envolvendo 9.734 pessoas de 25 a 74 anos
acompanhadas durante duas décadas, os pesquisadores demonstraram não
haver relação entre o consumo regular de ovos e o aumento da incidência
de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame. Não houve diferença
entre aqueles que comiam um ovo ou mais por dia em comparação
com quem não comia nenhum. Em apenas um grupo específico, o dos
diabéticos, encontramos dados que mostram que o consumo maior de ovos
pode estar ligado ao aumento da ameaça de doenças cardíacas, mas isso
nem sequer está totalmente claro.
A lista de qualidades nutricionais do ovo é longa e quase
todos os nutrientes estão concentrados na gema, justamente a parte mais
temida porque é onde também está a gordura nociva. A gema é fonte de
ferro, por exemplo, que é fundamental para evitar a anemia. Também tem
altas doses de uma substância chamada colina, que vem sendo apontada
pelos pesquisadores como um nutriente importantíssimo para o
desenvolvimento fetal, além de proteger o cérebro e a memória. Uma gema tem cerca de 130 mg de colina.
O Ovo também é fonte de ácidos graxos (importante fonte de energia do corpo) . Para os
praticantes de atividade física o ovo é um aliado, pois é fonte de aminoácidos,
que ajudam no desenvolvimento da musculatura. O ovo possuí vitamina A que tem efeito antioxidante, está
relacionada ao zinco e cálcio e é essencial para a visão, sistema
imunológico, pele e saúde óssea. Já a vitamina E também tem ação
antioxidante. A vitamina D está muito presente no ovo, 50 gramas possuem
41 UI, e é responsável pela saúde óssea. Ela também auxilia na secreção
de insulina e síntese e secreção de hormônios da tireoide.
O lado vilão fica por conta de
sua forma inadequada de consumo como, por exemplo, em frituras ou adicionado ao
doce com gordura saturada e preparações muito calóricas. Tudo isso provoca a
perda do seu valor nutricional e não contribui para o controle de peso e
manutenção da saúde.