O
consumo do abacate está associado a uma melhor qualidade de dieta e ingestão
de nutrientes, e menor risco de síndrome metabólica em adultos
norte-americanos:
Estudo publicado
na revista Nutrition Journal em 2013 avaliou o consumo de abacate através de
recordatório de 24 horas e o índice de qualidade da dieta. Os resultados
apontaram que os consumidores de abacate tinham significativamente maiores
ingestões de vegetais, fruta, gorduras mono e poli-insaturados, fibras
dietéticas, vitaminas E, K, magnésio e potássio, além de maior qualidade da
alimentação e menor consumo de açúcares adicionados. Este fato deve-se por
conta de que os abacates contêm ácidos graxos monoinsaturados (MUFA), fibras,
nutrientes essenciais e fitoquímicos. Assim, sugere que o consumo da fruta
está associado a qualidade da dieta melhorada geral, a ingestão de nutrientes
e redução do risco de síndrome metabólica. E que nutricionistas devem estar
cientes das associações benéficas entre abacate ingestão de dieta e saúde ao
fazer recomendações dietéticas.
Fulgoni VL 3rd, Dreher M, Davenport AJ. Avocado consumption is associated with better diet quality and nutrient intake, and lower metabolic syndrome risk in US adults: Results from the National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) 2001—2008. Nutr J. 2013 Jan 2;12(1):1. |
Espaço dedicado aos internautas e aos meus pacientes com o intuito de postar textos informativos, idéias, receitas saudáveis na inteção de tomar a reeducação alimentar possível e prazerosa !!!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Ingestão de abacate e associação com menor risco de síndrome metabólica
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Alimentação detox pós festas!!!!
Detoxificação é qualquer processo biológico que busque a eliminação de substâncias tóxicas ou biologicamente ativas dos fluidos corporais e que as tornem passíveis de serem excretadas. Essas substâncias, chamadas de xenobióticos, podem ser geradas pelo próprio corpo, como resultado das reações de metabolismo, ou ainda provenientes de agentes externos, como agrotóxicos e aditivos químicos. O acúmulo de xenobióticos no organismo pode levar a danos importantes em nível celular devido ao aumento na produção de radicais livres e substâncias carcinogênicas, comprometendo a saúde e a qualidade de vida.
Dietas desequilibradas, pobres em alimentos naturais e ricas em alimentos industrializados, bem como as gorduras, o açúcar, os agrotóxicos, os aditivos alimentares e metais pesados contribuem e muito para o aumento das toxinas no organismo.
O excesso das toxinas pode causar alterações na aparência da língua e mau hálito, cabelo e pele sem viço, dores de cabeça, cansaço, envelhecimento precoce, excesso de peso, metabolismo lento, irritabilidade e mudança de humor, problemas digestivos (constipação, síndrome do intestino irritável, gases, inchaço na barriga e má digestão) e vista cansada. Quando há este excesso de toxinas no organismo, boa parte de nossa energia passa a ser usada na tentativa de eliminação dessas substâncias.
Os alimentos que possuem maior potencial de detoxificação são aqueles ricos em vitaminas, minerais e fibras, preferencialmente sem aditivos químicos e agrotóxicos. Frutas, verduras, ervas aromáticas e água são os alimentos com maior potencial de detoxificação, e tem sua ação potencializada quando orgânicos. Ainda podemos incluir no grupo dos alimentos com capacidade de detoxificação o azeite extra virgem, raízes (inhame, cará, mandioca), arroz integral, castanhas, nozes e leguminosas, como feijão, fava, grão de bico e soja.
Fuja das toxinas
Não existe classificação para os alimentos mais tóxicos, pois os efeitos variam para cada pessoa. Confira as dicas para incorporar hábitos mais saudáveis e evitar o acúmulo de toxinas:
● Não congele ou descongele alimentos em potes de plástico, utilize vidros e use papel celofane para enrolar os alimentos.
● Utilize utensílios de cozinha que não estejam oxidados.
● Evite usar desodorantes e protetores solares feitos com alumínio.
● Peça ao dentista para não usar mercúrio nas obturações.
● Beba apenas água filtrada. Isto também vale para cozinhar.
● Consuma clorofila (vegetais verdes, por exemplo) e selênio (presente na castanha-do-Brasil e aves) que neutralizam os metais pesados.
● Invista em um bom filtro de água, de preferência conectado à torneira.
● Consuma alimentos orgânicos.
● Evite alimentos com corantes ou essências artificiais.
● Cozinhe no final de semana e congele para comer nos outros dias.
● Diga não ao açúcar refinado e doces, e diminua o café e chá-preto.
● Evite usar o micro-ondas e consumir frituras.
E se os orgânicos não estiverem disponíveis?
● Descasque frutas e raspe os tubérculos e raízes.
● Lave as verduras abundantemente.
● Compre frutas de época.
● Evite alimentos contaminados por agrotóxicos.
- Chá verde ou chá preto (Antioxidante e antiinflamatório)
- Alecrim ( Antioxidante e antiinflamatório)
- Cebola ( Antioxidante)
- Frutas Cítricas (Reduz absorção de metais tóxicos e xenobióticos)
- Frutas Vermelhas (Antioxidantes e antiinflamatórios)
- Cereais integrais e leguminosas (Reduzem absorção de substâncias tóxicas no intestino)
- Soja Isoflavonas (Antiinflamatória e antioxidante)
- Vegetais básicos: (Ex: agrião, brócolis, couve-flor) (Protegem contra xenobióticos causadores de câncer)
- Alcachofra (Reverte o efeito de substâncias tóxicas no organismo e possui propriedade antiinflamatória e hepatoprotetora)
- Carne vermelha, queijos e molhos
- Elimine também os alimentos industrializados, embutidos e enlatados, como salsichas, presunto, biscoitos,etc
- Leite e derivados
- Alimentos com Glúten
- Evitar temperos prontos que contêm glutamato monossódio
Fonte:Texto adaptado por:
www.univicosa.com.b
www.maisqualidadedevida.com.br/
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Como ter um Natal Feliz e um Coração Saudável?
A preocupação com a mesa natalícia, com as entradas, as sobremesas e os bolinhos muitas das vezes determinam as pessoas a exagerar tanto na sua preparação como no seu consumo.
As receitas com elevado teor de gorduras e açúcar podem contribuir de forma significativa para o aumento dos níveis de colesterol e triglicéridos. Contudo há várias maneiras que pode adoptar para evitar que os excessos do Natal se revelem na sua balança e nas suas análises.
O colesterol provém de 2 fontes: o organismo e os alimentos ingeridos. No organismo, o colesterol é produzido pelo fígado. Alguns dos alimentos que consome fornecem quantidades adicionais de colesterol. Os indivíduos com dislipidemia (níveis séricos elevados de triglicéridos e/ou colesterol) devem ter cuidados redobrados na hora da refeição.
Cuidados Extra: Remova a gordura visível das carnes e a pele das aves antes do preparo Tempere as suas preparações com alho e ervas, uma vez que o alho diminui significativamente os níveis de colesterol LDL (mau colesterol) Use o azeite como a gordura de eleição, pois contem ácidos gordos monoinsaturados vegetais benéficos para a saúde cardiovascular Use molhos como vinagre balsâmico, molho pesto, iogurte natural, mostarda e sumo de limão para temperar os seus pratos. Na hora da Ceia: Inicie as principais refeições com sopa e salada para providenciar fibras, saciedade e vitaminas do complexo B (vitaminas importantes à saúde geral do coração) Substitua os hidratos de carbono tradicionais como a massa, arroz ou batata pelas leguminosas (grão, feijão, ervilhas, lentilhas e favas), que apesar de serem fonte de amido são ricas em fibras e vitaminas que controlam a absorção de outros nutrientes. Deve minimizar a ingestão de gorduras saturadas, evitando comidas processadas e com gorduras hidrogenadas como folhados, enchidos, queijos amanteigados, natas, biscoitos com manteiga. Evite alimentos ricos em açúcar, com potencial para o aumento dos triglicéridos sanguíneos, como doces, alimentos em calda, refrigerantes, bebidas alcoólicas. Dê preferência a água, chá verde e vinho tinto rico em polifenóis – poderosos antioxidantes. Fonte: Omnia by Olga
Cuidados Extra: Remova a gordura visível das carnes e a pele das aves antes do preparo Tempere as suas preparações com alho e ervas, uma vez que o alho diminui significativamente os níveis de colesterol LDL (mau colesterol) Use o azeite como a gordura de eleição, pois contem ácidos gordos monoinsaturados vegetais benéficos para a saúde cardiovascular Use molhos como vinagre balsâmico, molho pesto, iogurte natural, mostarda e sumo de limão para temperar os seus pratos. Na hora da Ceia: Inicie as principais refeições com sopa e salada para providenciar fibras, saciedade e vitaminas do complexo B (vitaminas importantes à saúde geral do coração) Substitua os hidratos de carbono tradicionais como a massa, arroz ou batata pelas leguminosas (grão, feijão, ervilhas, lentilhas e favas), que apesar de serem fonte de amido são ricas em fibras e vitaminas que controlam a absorção de outros nutrientes. Deve minimizar a ingestão de gorduras saturadas, evitando comidas processadas e com gorduras hidrogenadas como folhados, enchidos, queijos amanteigados, natas, biscoitos com manteiga. Evite alimentos ricos em açúcar, com potencial para o aumento dos triglicéridos sanguíneos, como doces, alimentos em calda, refrigerantes, bebidas alcoólicas. Dê preferência a água, chá verde e vinho tinto rico em polifenóis – poderosos antioxidantes. Fonte: Omnia by Olga
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Recuperação pós-treino alimentação
A recuperação após o exercício representa um desafio. Entre os objetivos mais importantes
da nutrição estão a reposição de estoque glicogênio, carboidrato armazenado para fonte de energia nos músculos e no fígado, ingestão de proteínas para reparação muscular e a
reposição de eletrólitos e líquidos perdidos pela transpiração.
Aqui estão algumas dicas para te auxiliar depois dos treinos:
- Para repor o glicogênio que foi utilizado pelo músculo durante o treino é necessário a ingestão (até 1 hora depois da atividade) de alimentos fonte de carboidratos de alto índice glicêmico: cereais não integrais, frutas, massas, batata, mandioca, pães, são os alimentos que devem estar com maior frequência em seu cardápio, afinal, são os que fornecem energia e disposição. Se o consumo de alimentos não for possível, utilize algum suplemento como barras energéticas ou bebidas esportivas.
- Não consuma apenas uma fruta, pois esta contém frutose um carboidrato que não eleva tanto a glicemia para recuperação do glicogênio dos músculos, por isso associe seu consumo com outro carboidrato.
- Até duas horas após o fim do exercício, faça uma refeição completa com carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais.
- Com relação à ingestão de proteínas (carnes, ovos, leite), estas também têm sua importância, alias são as responsáveis pela construção e reparo dos músculos. É interessante que junto com o carboidrato fosse ingerido uma porção de alimento rico em proteína para melhor recuperação das fibras musculares. Além disso alguns estudos mostram que a combinação de carboidrato com aminoácidos também melhora a recuperação do glicogênio muscular.
- O consumo de vitaminas, minerais e antioxidantes também é importante. Consuma frutas, vegetais e alimentos ricos em ômega-3 como peixes e semente de linhaça. Esses alimentos repõem as perdas de minerais e fornecem substâncias que impedem a ação dos radicais livres produzidos pelo exercício.
- Se a refeição depois do exercício for o café da manhã, combine carboidratos (pães, cereais – granola, flocos de quinua, aveia) com proteínas (leite de soja, iogurte, peito de peru, ovo) e ainda um alimento ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes como frutas ou suco de frutas com vegetais (suco de maçã, limão e couve, ou suco de melancia com hortelã e gengibre).
- Se a refeição for um almoço ou jantar, consuma uma fonte de proteína magra (carne vermelha sem gordura ou peito de frango) ou peixes ricos em ômega-3 (salmão, atum, sardinha) combinados com alimentos ricos em carboidratos (quinua, arroz, feijão, batata doce, mandioquinha ou massas). E ainda vegetais e frutas variadas.
- Dê atenção para a hidratação. Beba bastante água, água de coco e sucos ao longo do dia.
- Evite bebidas alcoólicas, pois estas atrapalham o metabolismo do carboidrato prejudicando a recuperação dos músculos, além se serem diuréticas piorando a hidratação.
- Evite alimentos ricos em gorduras saturadas e trans (gordura das carnes, creme de leite e dos produtos industrializados), esse tipo de gordura deixará você com uma sensação de peso no estômago, além dos prejuízos para a saúde. Prefira sempre as fontes mais saudáveis como azeite, a gordura presente no peixe, abacate, nozes e castanhas e óleo de coco.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Alimentação antes e após musculação
Sem dúvida, todas as refeições que compõem o programa alimentar de um atleta e/ou esportista são importantes, mas neste artigo vamos discutir a alimentação em dois momentos cruciais para o praticante de musculação: antes e após o treinamento.
Antes do treino, deve-se garantir uma refeição que o mantenha em estado anabólico durante o exercício, além de proporcionar um ótimo rendimento. Já, após o treino, o principal é garantir uma ótima recuperação do organismo. Muitas pessoas ainda acham que o crescimento muscular ocorre exatamente no momento do exercício, mas, na verdade, a maior parte do processo de hipertrofia acontece durante o período de descanso. O stress causado durante o treinamento pelas sobrecargas metabólicas e tensionais, provoca microlesões nos músculos envolvidos. Para ocorrer a hipertrofia, essas microlesões devem ser adequadamente reparadas num patamar superior ao anterior. Portanto, a fase de recuperação é fundamental para o desenvolvimento muscular. Se o indivíduo não estiver completamente recuperado, a musculatura responderá de maneira negativa, dificultando a hipertrofia. Nesse processo recuperativo, o descanso e uma ótima nutrição são fatores cruciais.
Refeição antes do treinamento
É conveniente realizar uma refeição sólida em torno de 60 a 90 minutos antes do treinamento. Este período é bem variável, pois enquanto algumas pessoas podem apresentar um ótimo rendimento realizando uma alimentação sólida apenas 30 minutos antes do exercício, para outras essa prática pode ser desastrosa. Portanto, a individualidade sempre deverá ser respeitada. Essa refeição deveria conter uma quantidade adequada de carboidratos complexos e proteínas, além de ser reduzida em fibras, frutose e gorduras. Nesse momento, uma refeição com a quantidade adequada de carboidratos aumenta de forma significativa o conteúdo de glicogênio nos músculos e no fígado, constituindo um importante fator para melhorar o desempenho.
Essa conduta tem por objetivo:
· Reduzir o catabolismo induzido pelo exercício (maior liberação insulínica e maior síntese de glicogênio);
· Garantir maior disponibilidade de aminoácidos para os músculos;
· Prevenir a hipoglicemia e os sintomas a ela relacionados;
· Fornecer energia para o trabalho muscular durante o treinamento;
· Evitar o estado de fome e o desconforto gastrintestinal durante o exercício;
· Proporcionar um correto aporte hídrico, garantindo que o indivíduo inicie o exercício num estado completamente hidratado.
Exemplos de refeições pré-treino
Os exemplos de refeições foram divididos em níveis: iniciante, intermediário e avançado. No nível avançado, podemos incluir pessoas com um expressivo desenvolvimento muscular, tais como os bodybuilders.
Nível iniciante:
· Pão branco com geléia de frutas, acompanhado de iogurte de frutas light e uma fruta;
· Extrato solúvel de soja light batido com uma fruta e aveia em flocos.
Nível intermediário:
· Pão branco com queijo branco magro, acompanhado de iogurte de frutas light e uma fruta;
· Iogurte de frutas light com cereal sem açúcar e uma fruta.
Nível avançado:
· Batata doce/mandioca cozida acompanhada de peito de frango;
· Panqueca de aveia em flocos com claras de ovos e uma banana.
Logicamente, as quantidades não foram especificadas devido as grandes variações individuais. Além disso, devemos lembrar que as opções acima são apenas sugestões, devendo-se sempre respeitar os hábitos, preferências, alergias, aversões e intolerâncias alimentares de cada um. No período entre essa refeição e o treinamento (60 – 90 minutos) deve-se garantir um aporte hídrico entre 500 ml e 1000 ml.
Para os que estão em um nível intermediário ou avançado de treinamento, a inclusão de uma suplementação, entre 15 e 30 minutos, antes do treino pode ser de grande valia. Nesse período, a suplementação é preferível à alimentação sólida, pois causará um rápido esvaziamento gástrico, evitando qualquer tipo de desconforto.
Exemplos de suplementação logo antes do treino
Nível intermediário:
· Maltodextrina
· Whey protein
Nível avançado:
· Maltodextrina
· Whey protein
· BCAAs
· Glutamina
No nível intermediário, o uso de maltodextrina acompanhado de uma pequena quantidade de whey protein proporcionaria um melhor rendimento associado a um aumento na síntese protéica. Já no nível avançado, devido à alta intensidade do treinamento, além de maltodextrina e whey protein, o uso de BCAAs e glutamina parece ser interessante. Ainda para os indivíduos em nível avançado, a inclusão de outros suplementos, tais como o HMB em determinados períodos também pode ser útil. O uso de vitaminas do complexo B é recomendado em alguns casos, dependendo da ingestão de carboidratos da dieta, já que essas vitaminas atuam como coenzimas do metabolismo energético. Portanto, a ingestão de vitaminas do complexo B está diretamente relacionada ao teor de carboidratos na dieta.
Durante o treinamento
Em atividades com menos de uma hora de duração, a suplementação com carboidratos não é necessária. Garantir um ótimo aporte hídrico já seria suficiente. No entanto, para atividades com duração superior a 60 minutos, o uso de um repositor de carboidratos é necessário, sendo que em atividades com duração superior a 90 minutos o repositor deveria conter eletrólitos. Algumas pessoas engajadas em um treinamento com pesos de alta intensidade observam um melhor rendimento com o uso de maltodextrina durante o treino; outras já não observam essa melhora. Neste caso, a experiência de cada um auxiliará na escolha, sempre respeitando a temperatura (em torno de 16ºC) e a concentração da solução – que deverá estar entre 6 e 8%, visando um rápido esvaziamento gástrico.
Imediatamente após o treinamento, é interessante realizar uma refeição o quanto antes, para auxiliar no processo de recuperação e evitar o catabolismo. Essa prática promoverá melhor perfil hormonal anabólico, diminuição da degradação protéica miofibrilar e rápida ressíntese de glicogênio. A fim de garantir maior praticidade, o uso de suplementos, nesse caso, é bem interessante, pois além da dificuldade de transporte, observa-se em treinamentos mais intensos, o que é conhecido como anorexia pós-esforço, dificultando o processo alimentar.
Imediatamente após o exercício, os músculos que estavam ativos se preparam para restabelecer a energia gasta e maximizar a entrada de nutrientes. Esse é o estado em que o corpo se encontra mais receptivo à absorção e ao armazenamento de energia. Durante o treino, ocorre uma diminuição natural na insulina circulante, sendo que, por meio da ação de receptores específicos, a glicose entra nas células sem depender de insulina nesse momento. Este fenômeno é conhecido como período insulino-independente, com duração de uma a duas horas após a atividade física. Quando se ingere um alimento na fase insulino-independente, os nutrientes entrarão nas células mais rapidamente, proporcionando uma ótima absorção.
Exemplos de suplementação logo após o treino
Nível intermediário:
· Maltodextrina
· Dextrose
· Whey protein
Nível avançado:
· Maltodextrina
· Dextrose
· Whey protein
· BCAAs
· Glutamina
· Nutrientes antioxidantes
· HMB
Nesse período recomenda-se o uso de um shake contendo proteínas de rápida absorção (whey protein), além de uma mistura de carboidratos com alto índice glicêmico (dextrose e maltodextrina). Esses valores são variáveis de acordo com cada indivíduo, mas como parâmetro, em torno de 1 grama de carboidratos por kg de peso corporal (50% maltodextrina e 50% dextrose) e 0,5 gramas de proteínas hidrolisadas por kg de peso corporal parece ser o suficiente para garantir uma ótima ressíntese de glicogênio, uma excelente liberação do hormônio anabólico insulina, otimizar a síntese protéica e interromper a proteólise. Em nível avançado, pode-se ainda enriquecer essa solução com BCAAs, glutamina e HMB, dependendo de sua disponibilidade financeira.
Antioxidantes são substâncias capazes, mesmo em concentrações relativamente baixas, de retardar ou inibir o processo oxidativo. Podem agir bloqueando a formação de radicais livres ou interagindo com eles, tornando-os inativos. Estudos demonstram que o trabalho muscular intenso gera maiores quantidades de radicais livres de oxigênio, os quais, se não forem devidamente neutralizados, podem iniciar um processo deletério nas células e tecidos, chamado estresse oxidativo. Este pode levar à destruição de lipídios, proteínas e ácidos nucléicos, causando diminuição do rendimento físico, fadiga muscular, estresse muscular e overtraining. Como exemplos de nutrientes antioxidantes, podemos citar a vitamina C e a vitamina E.
Tanto antes, quanto após o treino, os indivíduos em nível inicial de treinamento não necessitam fazer qualquer tipo de suplementação, salvo alguma orientação em um caso específico.
Após um período de no máximo 60 minutos, é interessante realizar uma refeição contendo uma boa quantidade de proteínas de alto valor biológico, carboidratos complexos, e restrita ao máximo em gorduras. Nesse momento, os níveis sangüíneos do hormônio anabólico insulina encontram-se elevados (devido ao shake ingerido alguns minutos antes), o que propicia uma ótima absorção dos nutrientes ingeridos.
Exemplos de refeições pós-treinamento
Nível iniciante:
· Arroz e feijão, acompanhado de carne vermelha magra, legumes e verduras.
· Pão branco com patê de atum light com requeijão light e suco natural de frutas
Nível intermediário:
· Arroz e feijão, acompanhado de peito de frango, legumes e verduras.
· Extrato solúvel de soja light, batido com fruta e aveia em flocos, acompanhando pão branco com patê de peito de frango desfiado com requeijão light
Nível avançado:
· Batata inglesa acompanhada de peito de frango, legumes e verduras
· Arroz branco acompanhado de peixe, legumes e verduras.
O presente artigo teve por objetivo principal identificar a importância de uma nutrição adequada para o sucesso do treinamento com pesos, particularmente nos horários antes e após o treinamento. Espero que as dicas apresentadas auxiliem aqueles que buscam objetivos sólidos com a musculação. Lembre-se: antes de iniciar qualquer dieta, consulte um profissional habilitado em nutrição esportiva. Só ele poderá elaborar um programa alimentar de acordo com suas necessidades.
Fonte: www.rodolfoperes.com.br
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