terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Dicas de Saúde: Hidratação



O verão está vindo com tudo e para curtir de maneira saudável é preciso ter alguns cuidados fundamentais, como procurar ter uma alimentação leve e manter o corpo hidratado. Com o calor transpiramos mais e precisamos repor constantemente a perda de líquidos para que não haja desidratação. 

A água é um alimento essencial para que outros nutrientes exerçam suas funções adequadamente em nosso organismo. A água fornece material às células e protege os tecidos corporais, controla a pressão do corpo, constitui o sangue e regula a temperatura corporal. Em média, possuímos 70% de água no nosso corpo.

Nada de só querer beber água quando estiver com sede, pois a sede já é sinal de desidratação. Se a pessoa não tem uma boa hidratação, pode acarretar em diversos fatores como: intestino preso, celulite, problemas renais, pele e cabelos ressecados. É sempre bom observar a cor da urina, quanto mais escura e concentrada, maior a necessidade de se tomar água.

A água, é o melhor hidratante, mas existem outras opções de hidratação para quem não gosta de beber água, como por exemplo, água de coco, rica em  minerais como sódio e potássio. Outra sugestão é água aromatizada é só colocar um pouco de limão na água ou folhas de hortelã e gengibre! Fica uma delícia!

ATENÇÃO:  E  nada de pensar em se hidratar com refrigerante ou suco artificial!!!Devido aos aditivos químicos que possui, não devem ser consumidos com frequência.

Receitinha para se refrescar no calor e de quebra ajudar a acelerar o metabolismo.
Água aromatizada:
• 1 litro de água gelada
• 1 limão cortado em rodelas
• 2 raminhos de hortelã
• 1 pedaço pequeno de gengibre
• 4 pedras de gelo

Comece misturando bem e amassando levemente os ingredientes com uma colher. Despeje a água por cima, misture novamente e acrescente as pedras de gelo. Para que o sabor fique mais intenso, deixe descansar em geladeira por alguns minutos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

TEMPERO ANTIGORDURINHAS

A dica nutricional publicada na revista Boa Forma associa o consumo de temperos culinários naturais como o gengibre, a pimenta, o cravo, a canela e, em especial, a cúrcuma, à prevenção e tratamento da obesidade, graças à capacidade de interferir no metabolismo do tecido adiposo.
Houve um tempo em que a obesidade era encarada como um problema social estético, passando posteriormente a ser reconhecida como uma doença. Mais adiante, avanços científicos comprovaram que a obesidade é uma doença de caráter crônico. Mais recentemente, pesquisas têm identificado a obesidade como uma doença de origem inflamatória. Desta forma, podemos defini-la como uma doença crônica não-transmissível, de caráter inflamatório, de causa multifatorial, e que atua como fator adjuvante no desenvolvimento da síndrome metabólica, assim como fator de risco significativo para doenças cardiovasculares e diabetes.
Embora se tenha pensado durante muito tempo que o tecido adiposo servia unicamente como depósito de gordura excessiva, pesquisas têm demonstrado outras funções orgânicas importantes, como estímulo nervoso autônomo e secreção de hormônios. Esse mecanismo regulador é capaz de preservar energia no período pós-prandial, efeito conhecido como lipogênese, e mobilizar energia em períodos de aumento de gasto energético, chamado de lipólise.
Estudos mais atuais têm evidenciado que, além do efeito regulador metabólico, o tecido adiposo é capaz de produzir substâncias consideradas mediadoras da resposta inflamatória como o Fator de Necrose Tumoral alfa (TNF-alfa), interleucinas pró-inflamatórias (IL-1beta, IL-6, IL-8, IL-10, IL-15) e prostaglandinas da série 2 (PGE2).
Outro fator importante descoberto é a maior infiltração de macrófagos no tecido adiposo do indivíduo obeso, capaz de secretar citocinas pró-inflamatórias como TNF-alfa, IL-1 e IL-6, estimulando por sua vez a expressão de citocinas pelo próprio adipócito. O estímulo à produção de citocinas pró-inflamatórias se dá pela ativação de um fator de transcrição conhecido como Nuclear Factor-kappaB (NF-kB), que está presente no citoplasma na forma inativa associada a uma série de proteínas inibidoras chamadas de IkB. Quando esta sofre reação de fosforilação, é desprendida e destruída, liberando NF-kB na forma ativa, que é capaz de entrar no núcleo celular e aumentar a expressão de mediadores inflamatórios pelo adipócito. A atividade excessiva do NF-kB tem sido associada ao desenvolvimento de resistência a insulina, diabetes tipo 2 e risco cardiovascular, demonstrando papel importante não só no desenvolvimento da obesidade como da síndrome metabólica.
Diante dessa recente associação entre a obesidade e o sistema imunológico, muitos compostos ditos como anti-inflamatórios têm sido pesquisados e mais de 800 substâncias foram associadas a redução da expressão do NF-kB, entre elas a curcumina.
A curcumina é um flavonóide presente na cúrcuma (Curcuma longa), também conhecida como açafrão-da-terra, turmérico, açafrão-da-Índia e gengibre amarelo, e é uma planta da família do gengibre, originária da Ásia, utilizada como especiaria e tempero culinário.
Uma pesquisa in vitro evidenciou que a curcumina é capaz de inibir a ação de enzima responsável pela fosforilação do IkB, impedindo a sua destruição e a entrada do NF-kB no núcleo celular, reduzindo assim a expressão de mediadores pró-inflamatórios. Essa característica anti-inflamatória tem associado o consumo da curcumina à prevenção da obesidade.
O potencial antiangiogênico da curcumina também tem sido associado como fator importante na prevenção da obesidade. A angiogênese, ou seja, a formação de novos vasos sanguíneos, é necessária para o crescimento de qualquer tecido, assim como do tecido adiposo, por permitir a chegada de oxigênio e nutrientes. Um estudo em ratos demonstrou que o efeito supressor da angiogênese no tecido adiposo pela curcumina e o seu efeito no metabolismo dos adipócitos contribuíram para o reduzido aumento de peso e gordura corporal.
A síndrome metabólica, conhecida pela associação de fatores como a resistência à insulina, intolerância a glicose, hiperinsulinemia, aumento da lipoproteína de muito baixa densidade, diminuição da lipoproteína de alta densidade e hipertensão arterial sistêmica, tem papel importante no desenvolvimento de doença cardiovascular em indivíduos obesos. A resistência insulínica perece ser o gatilho principal para a ocorrência de todos os outros fatores. Uma pesquisa in vitro demonstrou que a curcumina é capaz de reverter a resistência insulínica no tecido adiposo pela via de inibição da expressão de NF-kB.
Outro estudo em ratos evidenciou que o uso da curcumina reduziu a infiltração de macrófagos no tecido adiposo, a atividade do NF-kB hepático, a hepatomegalia e marcadores de inflamação hepáticos, concluindo que a administração oral do flavonoide é capaz de reverter danos inflamatórios e metabólicos associados à obesidade e de melhorar o controle glicêmico.
A associação entre o consumo de cúrcuma e a prevenção da obesidade parece ter maior explicação no caráter anti-inflamatório do seu flavonoide, já que a doença foi identificada como de origem inflamatória. Tal característica também confere à curcumina a capacidade de reduzir o risco de resistência à insulina, que tem papel fundamental na instalação da síndrome metabólica e na obesidade.
A maioria dos estudos atuais demonstra as propriedades da curcumina in vitro, ou em animais, sendo necessárias maiores informações dos efeitos da substância em humanos. De qualquer forma, diante da quantidade de fatores nocivos aos quais somos expostos diariamente através da alimentação, água, ar e estilo de vida, fazer uso de substâncias como temperos naturais em substituição àqueles artificiais por si só já representa benefício à saúde. Às vezes, o apelo estético da associação entre consumo de uma substância e prevenção de obesidade pode pesar a favor de hábitos alimentares mais saudáveis!
Blog : Vponline

“Dieta do mel emagrece três quilos em um mês e mata a fome de doce”.Cuidado!

O mel é uma substância doce produzida pelas abelhas a partir do néctar das flores; sua utilização como edulcorante é conhecida em diferentes partes do mundo. Seu alto teor de açúcares, pequenas quantidades de aminoácidos e lipídios, juntamente com algumas vitaminas, minerais e compostos antioxidantes transmite o seu elevado valor nutricional. Porém, as amostras de mel que estão disponíveis comercialmente, diferem em qualidade por conta de vários fatores, como as condições geográficas, sazonais e de processamento, fonte floral, embalagens e período de armazenamento.
As propriedades terapêuticas do mel já são reconhecidas e estudadas há muito tempo. Sabe-se que ele tem o poder de proteger o organismo contra vírus, inflamações, radicais livres e até mesmo câncer. O trato gastrointestinal (TGI) contém grande quantidade de bactérias essenciais e benéficas, especialmente bifidobactérias. Tem sido sugerido que o mel pode aumentar a quantidade dessas bactérias no TGI devido à presença de fibras prebióticas em sua composição.
Mais recentemente, têm-se atribuído ao mel propriedades emagrecedoras. A revista Corpo a Corpo número 302 apresentou a matéria de capa a seguinte frase “Dieta do mel emagrece três quilos em um mês e mata a fome de doce”.
Um estudo publicado pela revista International Journal of Food Sciences and Nutrition investigou o efeito do consumo de mel sobre o peso e alguns parâmetros bioquímicos em pacientes diabéticos. Eles demonstraram que seu consumo pode proporcionar efeitos benéficos sobre o peso corporal e lipídios no sangue de pacientes diabéticos. Entretanto, devido ao aumento da hemoglobina glicada, seu consumo deve ser cauteloso. Outro estudo, dessa vez conduzido em ratos, observou que em comparação à sacarose o mel pode reduzir o ganho de peso e adiposidade, provavelmente devido à menor ingestão de alimentos por parte dos ratos que receberam mel ao invés de açúcar.
Os estudos ainda são muito escassos, faltam dados que justifiquem e comprovem essa suposta propriedade emagrecedora do mel. Temos que ter bom senso nesse caso, pois o mel pode ter valor nutricional interessante, mas não deixa de ser uma fonte de carboidrato, na forma de frutose, cujo consumo excessivo pode ser prejudicial a saúde. Além disso, é importante considerar que não existe um único alimento capaz de promover perda de peso – os efeitos benéficos só serão alcançados com o consumo de uma dieta nutricionalmente equilibrada.

Fonte:VP online

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

CONSUMIR GOMA DE MASCAR PREJUDICA A CONSOLIDAÇÃO DA MEMORIA DE CURTO PRAZO

O hábito de consumir goma de mascar, em suas diferentes formas, vem de muito antes do que se imagina. Gregos, americanos e ingleses difundiram este hábito desde a antiguidade, que hoje está bem estabelecido no dia-a-dia das pessoas.

São diversos os estudos evidenciando que o consumo de goma de mascar reduz o estresse, a fadiga, a ansiedade e sintomas depressivos, além de aumentar o bom humor. Ainda, está associado com o aumento do desempenho, atenção e do estado de alerta no trabalho1-3. Corroborando esses dados, pesquisadores australianos demonstraram que o ato de mascar essa guloseima esteve associado com redução dos níveis salivares de cortisol,além da significante melhora do estado de alerta e redução do estado de ansiedade e estresse4. Ainda, recentemente, tem sido sugerido que o uso de goma de mascar pode também exercer interferência em processos fisiológicos, como redução do risco de hipertensão e colesterol alto.

Todavia, um recente estudo mostrou que, apesar dos efeitos benéficos mostrados acima, este hábito tão difundido pode prejudicar potencialmente a memória de curto prazo. Kozlov et al.5 conduziram na Universidade Britânica de Cardiff três experimentos com o intuito de investigar o impacto do consumo de gomas de mascar sobre a memória de curta duração. No primeiro experimento, 40 estudantes, após mascar a goma vigorosamente, foram orientados a lembrar uma sequência de sete letras aleatoriamente ordenadas. Um grupo menor repetiu então este mesmo experimento, porém mascando a goma em velocidade normal. No segundo experimento, os participantes foram questionados quanto ao sabor da goma de mascar e então tiveram que identificar uma letra da sequência anterior que foi retirada. Nestes dois experimentos, foi encontrado que o consumo de goma de mascar prejudicou a memorização da sequência de letras, bem como da identificação da letra retirada, que são aspectos fundamentais relacionados com a memória de curto prazo. No terceiro e último experimento, os estudantes foram submetidos a identificar um item faltante de uma sequência através do tato. Os resultados deste experimento foram semelhantes aos do segundo experimento, sugerindo, assim, que a memória do tato sofre influência similar exercida pelo uso de goma de mascar na consolidação da memória de curto prazo.

Além disso, a goma de mascar possui em sua composição diversos aditivos químicos que, quando consumidos em excesso e dentro de uma dieta pobre em cofatores nutricionais para a destoxificação hepática, pode sobrecarregar o funcionamento deste órgão. Com o prejuízo das vias de detoxificação, o fígado não é capaz de metabolizar diversas toxinas e drogas, levando ao acúmulo destes no organismo e aumentando a predisposição a distúrbios como obesidade, infertilidade, diabetes e câncer6-8.

Em meio a preocupações com o meio ambiente, a goma de mascar também apresenta outro ponto negativo: pode ser considerado um poluente ambiental, uma vez que demora 5 anos para sua completa degradação9.
Referências Bibliográficas:
1. SMITH, A.P.; CHAPLIN, K.; WADSWORTH, E. Chewing gum, occupational stress, work performance and wellbeing: a interventional study. Appetite; 58(3): 1083-86, 2012.
2. SMITH, A. Effects of chewing gum on stress and health: a replication and investigation of dose-response. Stress and health; 2012.
3. ALLEN, A.P.; SMITH, A.P. Effects of chewing gum and time-on-task on alertness and attention. Nutritional neuroscience; 15(4): 176-185, 2012.
4. SCHOLEY, A.; HASKELL, C.; ROBERTSON, B. et al. Chewing gum alleviates negative mood and reduces cortisol during acute laboratory psychological stress. Physiology & Behavior; 97(3-4): 304-312, 2009.
5. KOZLOV, M.D.; HUGHES, R.W.; JONES, D.M. Gummed-up memory: chewing gum impairs short-term recall. The Quarterly Journal of Experimental Psychology; 65: 510-513, 2012.
6. TIWARI, D.; KAMBLE, J.; CHILGUNDE, S. et al. Clastogenic and mutagenic effects of bisphenol A: an endocrine disruptor. Mutation research/ genetic toxicology and environmental mutagenesis; 743(1-2): 83-90, 2012.
7. JANESICK, A.; BLUMBERG, B. Obesogens, stem cells and the development programming of obesity. International journal of andrology; 35(3): 437-448, 2012.
8. JANESICK, A.; BLUMBERG, B. The role of environmental obesogens in the obesity epidemic. Obesity before birth; 30(4): 383-399, 2011.
9. Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Tempo de degradação dos materiais. Disponível em: http://www.fec.unicamp.br/~crsfec/tempo_degrada.html. Acesso em: 03 de agosto de 2012.

Fonte: VP Consultoria Nutricional

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Uva passa: para a pressão arterial e para o controle da glicemia

Estudo publicado em janeiro (2014) no periódico Postgraduate Medicine. Realizado por pesquisadores do Departamento de Medicina e Nutrição Clínica da Universidade de Kentucky, Estados Unidos, mostrou que merendas (lanches intermediários entre as refeições) compostas por uvas passas é mais do que um hábito nutritivo: Ele também pode reduzir a pressão arterial e a incidência de diabetes, reduzindo a carga glicêmica. Participaram do estudo, 46 adultos que foram avaliados durante 12 semanas. Durante este período, 15 participantes comeram petiscos típicos durante o lanche, enquanto 31 comeram uvas passas. Antes, durante e após o período de 12 semanas, os pesquisadores monitoraram a pressão arterial dos participantes, os níveis de glicose sanguínea após a refeição e, também, coletaram amostras de sangue para testar os níveis de hemoglobina glicada - também chamado AbA1c (biomarcador que monitora o risco cardiovascular). Os pesquisadores descobriram que os participantes que consumiram as passas durante o lanche, apresentaram níveis de glicose mais baixos após a refeição. A glicose sanguínea caiu 13 miligramas por decilitro de sangue (mg / dL). Além disso, o grupo (passas) também apresentou níveis significativamente mais baixos de hemoglobina glicada e pressão arterial sistólica e diastólica. Os níveis de pressão sistólica reduziu entre 6 e 10 mmHg - uma mudança bastante significativa. 

Sem Temperoo Não Dá !!!


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

SUPLEMENTAÇÃO PARA PERDA DE PESO – QUANDO VALE À PENA?



Texto elaborado sobre a matéria “Suplementação: aliada ou vilã?”, na edição 255 da revista Corpo a Corpo
Nesta época do ano, muitas pessoas recorrem a suplementos alimentares com promessas milagrosas para atingir o peso desejado e entrar no tão sonhado “biquíni de lacinho”. O objetivo normalmente é perder o peso “conquistado” em meses ou anos de alimentação inadequada e sedentarismo no menor prazo possível. De fato, alguns suplementos podem, sim, auxiliar neste processo – desde que utilizados corretamente, com a indicação de um profissional capacitado e associados a uma dieta adequada. No entanto, se utilizados sem orientação, eles podem trazer prejuízos não só para o seu bolso, mas também para a sua saúde.

- Eficácia
Muitos dos suplementos vendidos nas farmácias ou lojas especializadas não passaram por testes em humanos que comprovam sua eficácia. Alguns não demonstram, sequer, resultados em animais. Um exemplo é o óleo de cártamo que, apesar de ser vendido para auxiliar na perda de peso, até o momento não possui comprovação científica para este fim. Portanto, antes de comprar cápsulas com promessas milagrosas, procure se informar com profissionais se estudos científicos rigorosos comprovam os efeitos prometidos.
- Efeitos colaterais
Por mais que suplementos e fitoterápicos sejam alternativas mais “naturais”, eles têm compostos ativos que alteram as reações bioquímicas do nosso organismo. Por isso, mesmo sendo “naturais”, podem trazer efeitos colaterais indesejados. Muitas vezes os efeitos já foram observados em estudos; outras vezes, entretanto, ainda são desconhecidos, mas podem aparecer se o suplemento for utilizado por um período de tempo maior. Isso ocorre porque normalmente a duração dos estudos é curta demais para que os efeitos colaterais apareçam. Por isso, mesmo os suplementos já testados podem trazer prejuízos à saúde se forem utilizados por muito tempo.
- Individualidade bioquímica
Nem todos os suplementos são eficazes para todo mundo. O excesso de peso possui diversas causas diferentes e o tratamento mais eficaz é aquele que consegue atingir a verdadeira causa do problema. Por exemplo: se o seu principal problema é a ansiedade e a vontade excessiva de comer doces, pouco adianta tomar um suplemento que aumenta a saciedade. Se o problema é o consumo excessivo de gorduras, pouco adianta tomar um suplemento que diminui a absorção de amido/carboidrato. Por isso, é essencial a avaliação de um profissional para identificar qual é a verdadeira causa do excesso de peso e fazer a escolha certa do suplemento para o seu caso.
Além disso, a suplementação deve ser dosada de acordo com as características e rotina de cada pessoa – hábitos alimentares, intensidade, horário e duração da atividade física, peso, problemas de saúde, deficiências nutricionais e histórico familiar de doenças. Caso sejam administrados da maneira incorreta, os suplementos podem ter seus efeitos anulados, ou até causar reações indesejadas. Alguns suplementos para diminuir a ansiedade, por exemplo, se tomados com alimentos proteicos terão pouco ou nenhum efeito. Outro exemplo são os termogênicos, que podem causar distúrbios do sono, dependendo do horário em que forem consumidos, ou até mesmo alterações na pressão arterial, dependendo do indivíduo. A avaliação de um profissional é essencial, portanto, para escolher não apenas o suplemento mais adequado, mas também a dose, o horário e o período adequado para o seu consumo.

- Mudança de hábitos
Pouco adianta tomar suplementos sem modificar o estilo de vida. Se tomados sem qualquer mudança na rotina alimentar e na atividade física, por mais que tragam resultados positivos, quando o suplemento é suspenso o ponteiro da balança volta a subir. Por isso, se utilizados isoladamente, sem modificações nos hábitos de vida, os suplementos não são eficazes a longo prazo.
Apesar de todas essas ressalvas, se utilizados com a orientação de um profissional capacitado e associados a um programa de re-educação alimentar e atividade física, alguns suplementos podem ser ótimos aliados para a perda de peso; especialmente quando se atinge um platô em que as mudanças na dieta e na atividade física não surtem mais tanto efeito.
Só não se esqueça que não existem fórmulas milagrosas para a perda de peso. O que existem são apenas aliados da boa e velha conhecida mudança de estilo de vida.



*Texto elaborado pela Dra. Gisele Pagliarini Silva, aluna bolsista do curso de Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP Consultoria Nutricional/ Divisão Ensino e Pesquisa.