segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

DICAS DE SAÚDE : O PODER DA CASTANHA-DO-PARÁ


A castanha-do-Brasil, também conhecida como castanha-do-Pará, é a maior fonte alimentar conhecida do mineral selênio. O selênio tem ação antioxidante, defesa contra estresse oxidativo, regulação da ação dos hormônios da tireóide e regulação do potencial redox da vitamina C e de outras moléculas.
Há um grande número de pesquisas científicas que demonstram associação positiva entre o consumo adequado de selênio e a prevenção de doenças, como diversos tipos de câncer, aterosclerose, doença de Alzheimer e infertilidade masculina. Alguns estudos relacionam a falta de selênio com depressão. Este mineral também é importante para o bom funcionamento do sistema imunológico, aumentando a resistência do indivíduo a infecções.
        A ingestão de selênio diária recomendada para um indivíduo adulto é de 55mcg; por outro lado, quantidades superiores a 800 mcg/dia são suficientes para desencadear sintomas de intoxicação pelo mineral, como queda e despigmentação de cabelos, unhas quebradiças apresentando manchas brancas e odor semelhante ao de alho exalado pelas vias aéreas. Um grama de castanha-do-Brasil pode conter entre 8 e 126mcg de selênio. Sendo assim, uma castanha de tamanho médio, pesando 4g, pode conter entre 32 e 504mcg deste nutriente, o que normalmente é suficiente para obtenção dos benefícios do consumo deste alimento sem risco de intoxicação. A grande variação entre os níveis de selênio encontrados em diferentes amostras de castanhas é atribuída a diferenças na quantidade biodisponível do mineral no solo.
Para reduzir o risco de intoxicação por estas substâncias, deve-se selecionar, no momento da compra, produtos inteiros, com boa aparência, sem fungos visíveis e sem manchas.
A Castanha-do-Pará é ótima, para incluir no meio da manhã ou da tarde. Uma opção muito simples, e saudável para o seu dia!

Fonte: texto adaptado VP nutricional 
 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Dicas de Saúde: Alimentação fotoprotetora

Manter o bronzeado em dia é um desejo de muitas mulheres, principalmente durante o verão. Mas, a exposição constante e excessiva a luz solar é um dos principais responsáveis por acelerar o envelhecimento da pele.  Os nutrientes fotoprotetores são compostos presentes nos alimentos que tem o potencial de proteger a pele contra as radiações UV do sol. 
Eles atuam na defesa das células frente aos radicais livres e na proteção do DNA e RNA. 
Dentre os principais alimentos fotoprotetores, encontram-se os vegetais amarelo-alaranjados, como cenoura, mamão, manga e abóbora (fontes de betacaroteno); os alimentos fontes de vitamina C (frutas e vegetais) e E (óleos vegetais, germe de trigo, nozes e castanhas); o tomate, a goiaba e a melancia, por serem fontes de licopeno; as castanhas, nozes e frutos do mar, ricas em selênio; destacando-se ainda os fitoquímicos presentes no cacau, chá verde, suco de uva integral e frutas vermelhas.
Durante o verão, não deixe de incluir uma variedade desses alimentos dentro de uma dieta equilibrada. O ideal é aumentar o consumo destes alimentos, semanas antes de iniciar a exposição .    




Texto adaptado do site:  http://sbne.org.br 








 

Receita:

Suco fotoprotetor:
1/2 cenoura
1 fatia de mamão 
3 laranjas
1 colher de sopa de linhaça dourada triturada. 

Modo de fazer: Retirar as sementes e a casca da laranja e bater com os outros ingredientes na centrífuga ou no liquidificador. Beber imediatamente, sem coar.  

 



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Dicas de Saúde : Ovo: vilão ou mocinho?

O ovo é bom para o cérebro e para as grávidas - Foto:Getty Images Durante muitos anos, o ovo foi considerado vilão devido a sua quantidade de colesterol. Porém, já surgiram vários estudos afirmando suas qualidades nutricionais, portanto sendo recomendado sua inclusão em uma dieta balanceada.

Artigo publicado em janeiro deste ano, resultado de uma pesquisa envolvendo 9.734 pessoas de 25 a 74 anos acompanhadas durante duas décadas, os pesquisadores demonstraram não haver relação entre o consumo regular de ovos e o aumento da incidência de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame. Não houve diferença entre aqueles que comiam um ovo ou mais por dia em comparação com quem não comia nenhum. Em apenas um grupo específico, o dos diabéticos, encontramos dados que mostram que o consumo maior de ovos pode estar ligado ao aumento da ameaça de doenças cardíacas, mas isso nem sequer está totalmente claro.  

A lista de qualidades nutricionais do ovo  é longa e quase todos os nutrientes estão concentrados na gema, justamente a parte mais temida porque é onde também está a gordura nociva. A gema é fonte de ferro, por exemplo, que é fundamental para evitar a anemia. Também tem altas doses de uma substância chamada colina, que vem sendo apontada pelos pesquisadores como um nutriente importantíssimo para o desenvolvimento fetal, além de proteger o cérebro e a memória. Uma gema tem cerca de 130 mg de colina.
 
O Ovo também é fonte de ácidos graxos (importante fonte de energia do corpo) . Para os praticantes de atividade física o ovo é um aliado, pois é fonte de aminoácidos, que ajudam no desenvolvimento da musculatura. O ovo  possuí vitamina A que tem efeito antioxidante, está relacionada ao zinco e cálcio e é essencial para a visão, sistema imunológico, pele e saúde óssea. Já a vitamina E também tem ação antioxidante. A vitamina D está muito presente no ovo, 50 gramas possuem 41 UI, e é responsável pela saúde óssea. Ela também auxilia na secreção de insulina e síntese e secreção de hormônios da tireoide.   

O lado vilão fica por conta de sua forma inadequada de consumo como, por exemplo, em frituras ou adicionado ao doce com gordura saturada e preparações muito calóricas. Tudo isso provoca a perda do seu valor nutricional e não contribui para o controle de peso e manutenção da saúde. 
 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Dicas de Saúde: Hidratação



O verão está vindo com tudo e para curtir de maneira saudável é preciso ter alguns cuidados fundamentais, como procurar ter uma alimentação leve e manter o corpo hidratado. Com o calor transpiramos mais e precisamos repor constantemente a perda de líquidos para que não haja desidratação. 

A água é um alimento essencial para que outros nutrientes exerçam suas funções adequadamente em nosso organismo. A água fornece material às células e protege os tecidos corporais, controla a pressão do corpo, constitui o sangue e regula a temperatura corporal. Em média, possuímos 70% de água no nosso corpo.

Nada de só querer beber água quando estiver com sede, pois a sede já é sinal de desidratação. Se a pessoa não tem uma boa hidratação, pode acarretar em diversos fatores como: intestino preso, celulite, problemas renais, pele e cabelos ressecados. É sempre bom observar a cor da urina, quanto mais escura e concentrada, maior a necessidade de se tomar água.

A água, é o melhor hidratante, mas existem outras opções de hidratação para quem não gosta de beber água, como por exemplo, água de coco, rica em  minerais como sódio e potássio. Outra sugestão é água aromatizada é só colocar um pouco de limão na água ou folhas de hortelã e gengibre! Fica uma delícia!

ATENÇÃO:  E  nada de pensar em se hidratar com refrigerante ou suco artificial!!!Devido aos aditivos químicos que possui, não devem ser consumidos com frequência.

Receitinha para se refrescar no calor e de quebra ajudar a acelerar o metabolismo.
Água aromatizada:
• 1 litro de água gelada
• 1 limão cortado em rodelas
• 2 raminhos de hortelã
• 1 pedaço pequeno de gengibre
• 4 pedras de gelo

Comece misturando bem e amassando levemente os ingredientes com uma colher. Despeje a água por cima, misture novamente e acrescente as pedras de gelo. Para que o sabor fique mais intenso, deixe descansar em geladeira por alguns minutos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

TEMPERO ANTIGORDURINHAS

A dica nutricional publicada na revista Boa Forma associa o consumo de temperos culinários naturais como o gengibre, a pimenta, o cravo, a canela e, em especial, a cúrcuma, à prevenção e tratamento da obesidade, graças à capacidade de interferir no metabolismo do tecido adiposo.
Houve um tempo em que a obesidade era encarada como um problema social estético, passando posteriormente a ser reconhecida como uma doença. Mais adiante, avanços científicos comprovaram que a obesidade é uma doença de caráter crônico. Mais recentemente, pesquisas têm identificado a obesidade como uma doença de origem inflamatória. Desta forma, podemos defini-la como uma doença crônica não-transmissível, de caráter inflamatório, de causa multifatorial, e que atua como fator adjuvante no desenvolvimento da síndrome metabólica, assim como fator de risco significativo para doenças cardiovasculares e diabetes.
Embora se tenha pensado durante muito tempo que o tecido adiposo servia unicamente como depósito de gordura excessiva, pesquisas têm demonstrado outras funções orgânicas importantes, como estímulo nervoso autônomo e secreção de hormônios. Esse mecanismo regulador é capaz de preservar energia no período pós-prandial, efeito conhecido como lipogênese, e mobilizar energia em períodos de aumento de gasto energético, chamado de lipólise.
Estudos mais atuais têm evidenciado que, além do efeito regulador metabólico, o tecido adiposo é capaz de produzir substâncias consideradas mediadoras da resposta inflamatória como o Fator de Necrose Tumoral alfa (TNF-alfa), interleucinas pró-inflamatórias (IL-1beta, IL-6, IL-8, IL-10, IL-15) e prostaglandinas da série 2 (PGE2).
Outro fator importante descoberto é a maior infiltração de macrófagos no tecido adiposo do indivíduo obeso, capaz de secretar citocinas pró-inflamatórias como TNF-alfa, IL-1 e IL-6, estimulando por sua vez a expressão de citocinas pelo próprio adipócito. O estímulo à produção de citocinas pró-inflamatórias se dá pela ativação de um fator de transcrição conhecido como Nuclear Factor-kappaB (NF-kB), que está presente no citoplasma na forma inativa associada a uma série de proteínas inibidoras chamadas de IkB. Quando esta sofre reação de fosforilação, é desprendida e destruída, liberando NF-kB na forma ativa, que é capaz de entrar no núcleo celular e aumentar a expressão de mediadores inflamatórios pelo adipócito. A atividade excessiva do NF-kB tem sido associada ao desenvolvimento de resistência a insulina, diabetes tipo 2 e risco cardiovascular, demonstrando papel importante não só no desenvolvimento da obesidade como da síndrome metabólica.
Diante dessa recente associação entre a obesidade e o sistema imunológico, muitos compostos ditos como anti-inflamatórios têm sido pesquisados e mais de 800 substâncias foram associadas a redução da expressão do NF-kB, entre elas a curcumina.
A curcumina é um flavonóide presente na cúrcuma (Curcuma longa), também conhecida como açafrão-da-terra, turmérico, açafrão-da-Índia e gengibre amarelo, e é uma planta da família do gengibre, originária da Ásia, utilizada como especiaria e tempero culinário.
Uma pesquisa in vitro evidenciou que a curcumina é capaz de inibir a ação de enzima responsável pela fosforilação do IkB, impedindo a sua destruição e a entrada do NF-kB no núcleo celular, reduzindo assim a expressão de mediadores pró-inflamatórios. Essa característica anti-inflamatória tem associado o consumo da curcumina à prevenção da obesidade.
O potencial antiangiogênico da curcumina também tem sido associado como fator importante na prevenção da obesidade. A angiogênese, ou seja, a formação de novos vasos sanguíneos, é necessária para o crescimento de qualquer tecido, assim como do tecido adiposo, por permitir a chegada de oxigênio e nutrientes. Um estudo em ratos demonstrou que o efeito supressor da angiogênese no tecido adiposo pela curcumina e o seu efeito no metabolismo dos adipócitos contribuíram para o reduzido aumento de peso e gordura corporal.
A síndrome metabólica, conhecida pela associação de fatores como a resistência à insulina, intolerância a glicose, hiperinsulinemia, aumento da lipoproteína de muito baixa densidade, diminuição da lipoproteína de alta densidade e hipertensão arterial sistêmica, tem papel importante no desenvolvimento de doença cardiovascular em indivíduos obesos. A resistência insulínica perece ser o gatilho principal para a ocorrência de todos os outros fatores. Uma pesquisa in vitro demonstrou que a curcumina é capaz de reverter a resistência insulínica no tecido adiposo pela via de inibição da expressão de NF-kB.
Outro estudo em ratos evidenciou que o uso da curcumina reduziu a infiltração de macrófagos no tecido adiposo, a atividade do NF-kB hepático, a hepatomegalia e marcadores de inflamação hepáticos, concluindo que a administração oral do flavonoide é capaz de reverter danos inflamatórios e metabólicos associados à obesidade e de melhorar o controle glicêmico.
A associação entre o consumo de cúrcuma e a prevenção da obesidade parece ter maior explicação no caráter anti-inflamatório do seu flavonoide, já que a doença foi identificada como de origem inflamatória. Tal característica também confere à curcumina a capacidade de reduzir o risco de resistência à insulina, que tem papel fundamental na instalação da síndrome metabólica e na obesidade.
A maioria dos estudos atuais demonstra as propriedades da curcumina in vitro, ou em animais, sendo necessárias maiores informações dos efeitos da substância em humanos. De qualquer forma, diante da quantidade de fatores nocivos aos quais somos expostos diariamente através da alimentação, água, ar e estilo de vida, fazer uso de substâncias como temperos naturais em substituição àqueles artificiais por si só já representa benefício à saúde. Às vezes, o apelo estético da associação entre consumo de uma substância e prevenção de obesidade pode pesar a favor de hábitos alimentares mais saudáveis!
Blog : Vponline