segunda-feira, 4 de junho de 2012

8 sugestões de alimentos para praticantes de musculação

 Você precisa comer como um monstro para se tornar um” Desde Lee Haney a Ronnie Coleman, isto é o que todos os fisiculturistas falam. Mas o que exatamente isto significa ? Temos que medir as refeições apenas por kilo ? Comer até fast-food para conseguir mais calorias na dieta ?

Não exatamente…

Comer como um monstro significa comer muito, sim, mas o tipo certo de comida e dividida em porções espalhadas no dia. Para maximizar o crescimento, você pode tentar fazer de 5 a 6 refeições por dia todas contendo proteínas, para um total de cerca de 2g de proteína por kg de peso do corpo. Você também não pode esquecer dos carboidratos, eles serão os responsáveis por fornecer energia para o corpo e ainda maximizar a recuperação muscular.

Como próximo passo, você precisa equipar a sua dieta com os melhores alimentos que fornecem os nutrientes mais importantes para o crescimento. A seguir veja os 8 alimentos mais anabólicos para serem incluídos em sua dieta.

1 – Salmão

Em 170g de salmão contém cerca de 34g de proteína e 4g de ácidos graxos contendo omega-3 que, para quem ainda não sabe, são gorduras saudáveis que reduzem a inflamação encorajando o corpo a reparar o músculo e ainda ajuda a controlar o cortisol.(Quanto menos cortisol, mais testosterona, mais massa muscular). Ter uma dieta rica em omega-3 ainda faz com que a maioria da glicose que você consome seja jogada para os músculos e não seja facilmente armazenada como fonte de gordura.

2 – Carne Magra Bovina

Muitos hardgainers se confundem quando o assunto é ingerir gorduras. Eles pensam que irão ganhar peso por estar ingerindo gorduras, porém assim como o omega-3(que é uma gordura), a gordura saturada encontrada nas carnes magras pode promover crescimento. Cortar totalmente a gordura saturada da dieta pode comprometer a testosterona e a insulina, que são hormônios que encorajam o crescimento muscular. A carne também é uma fonte de colesterol, que é o principal ingrediente para estimular a criação natural de testosterona no corpo. E é claro, a carne vermelha é uma ótima fonte de creatina, zinco e de vitaminas B.

3 – Ovos

Existem diferentes métodos que os nutricionistas usam para avaliar os alimentos proteícos e a sua capacidade para gerar crescimento. Os ovos simplesmente estão no topo de todas as listas, porque são extremamente fáceis de serem absorvidos pelo corpo. Os ovos(o ovo inteiro, não só a clara), são ricos em proteínas, gorduras saudáveis, gordura saturada e lecitina, ou seja, um conjunto completo para promover crescimento muscular.

 

4 – Leite integral

Se  está tentando ganhar massa muscular rápido, não perca tempo bebendo leite desnatado. Em 500ml de leite você encontra cerca de 16g de proteína e 16g de gordura. A gordura encontrada no leite é formada por correntes mais curtas do que as gorduras encontradas em outros alimentos.  Gorduras de cadeia curta são “levemente” anabolicas, ajudando na prevenção da quebra do músculo e também possuem menos chances de serem armazenadas como gordura corporal.
O leite integral também ajuda o corpo a absorver vitamina D, que é conhecida por reduzir o risco de câncer. Não é a toa que vários fisiculturistas dos anos 60 e 70 como Arnold e Franco(verdadeiros monstros em qualquer época), bebiam uma quantidade enorme de leite integral.

5 – Macarrão e outros carboidratos do gênero

Construir massa muscular também requer carboidratos. Mais importante do que isto, os carboidratos mudam o metabolismo da proteína radicalmente, aumentando a eficiência que a proteína é jogada nos músculos. Em outras palavras, sem carboidratos, a proteína que você consome não faz o trabalho de promover o crescimento tão efetivamente como quando é ingerindo com os carbos.

6 – Alho

Como algo sem calorias, carboidratos, proteínas ou gorduras pode ajudar no ganho de massa ? A resposta é simples: o alho pode modificar a liberação de hormônios. Controlar a ingestão de macro-nutrientes é essencial para a hipertrofia, mas criar um ambiente hormonal anabólico no corpo é igualmente importante. Pesquisas feitas em animais mostram que o consumo alto de alho combinado com o consumo de proteína pode aumentar a testosterona e diminuir a quebra de massa muscular.

 

7 – Iogurte

Iogurte natural geralmente contém várias bactérias vivas. Você não vai ver a palavra “bacteria” no rótulo, procure por Lactobacillus acidophilus, L. casei, L. reuteri ou Bifidobacterium bifidum. Estes prebióticos conseguem chegar até o trato gastrointestinal onde eles ajudam a manter um balanço saudável das bactérias que vivem lá. Estas bactérias boas ajudam no sistema imunológico que indiretamente pode promover a recuperação muscular e diminui a produção de agentes inflamatórios, enquanto aumenta a absorção de nutrientes importantes para o crescimento.
Outro benefício do iogurte é o cálcio, que controla a contração muscular e pode fazer com que o corpo se torne menos eficiente em armazenar gordura corporal.
Obs: Iogurte também contém proteína.

8 – Óleo de oliva

Você não pode mencionar hipertrofia sem mencionar o óleo de oliva. O resultado das pesquisas são interessantes: óleo de oliva pode controlar a inflamação no corpo. Níveis baixos de inflamação significam um aumento na recuperação muscular. Este óleo também pode promovar a liberação de testosterona e assim como qualquer outra gordura, ele também é uma fonte densa de calorias. O óleo de oliva também é rico em gorduras boas.

 

 

Conclusão

Ficar grande não é apenas comer as quantias necessárias de calorias e sim comer as calorias corretas na quantidade correta. Todo fisiculturista sabe da importância do consumo de proteína na construção de massa muscular, mas muito esquecem dos carboidratos, gorduras e outros alimentos que influênciam na liberação de hormônios anabólicos e que irão contribuir direta e indiretamente na hipertrofia muscular.


Pinhão....A semente que tem o sabor do inverno no Sul!!!!


                   O pinhão, semente da Araucaria angustifolia, é uma espécie nativa do sul do  Brasil, originada na floresta Ombrófila Mista, e de propriedades nutricionais  importantes ao organismo. O pinhão é uma semente de sabor acentuado, macia, e muito apreciada;
               O  pinhão tem alto valor energético e nutricional, ele é rico em proteína, ferro, manganês, zinco, fósforo, magnésio e cálcio, e também contém quantidades significativas das vitaminas do complexo B,  vitamina E , além de fibras.
                  O pinhão auxilia no controle do colesterol e diabetes, age contra a fadiga e é muito eficaz para estimular a libido. Estudos indicam que o consumo regular de pinhão ajuda a prevenir doenças cardíacas . Também é útil para quem tem problemas de osteoporose e descalcificação. É também um ótimo alimento para a nutrição cerebral, graças a quantidade de zinco e vitaminas do complexo B que ajudam a nutrir as células do sistema nervoso central.
            Apesar de todos esses benefícios, vale lembrar que o pinhão é bem calórico, e na sua composição existe muita gordura, algo em torno de 50%. O tipo de gordura existente no pinhão é denominada gordura boa (insaturada) de mais fácil digestão que as da carne (saturadas) cada semente tem aproximadamente 20Kcal, por isso o ideal é consumir sempre com moderação.

Fonte: Caracterização da composição nutricional do pinhao in natura e cozido  (Araucaria angustifolia) - Correa, MF, Colombo, PR, 2010;
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domingo, 3 de junho de 2012

Dislipidemia....

                                      DISLIPIDEMIA











As dislipidemias são o aumento anormal da taxa de lipídios no sangue. 



Representa um importante fator de risco para o desenvolvimento de lesões ateroscleróticas que podem causar a obstrução total do fluxo sangüíneo e apresenta altos índices de mortalidade.



As dislipidemias podem ocorrer por causa do aumento do triglicérides (TGs) - (hipertrigliceridemia isolada), aumento do colesterol (hipercolesterolemia isolada) ou por uma combinação das duas (dislipidemia mista). Pode ainda ser causada pela redução do HDL ou aumento dos TGs ou LDL-C.
De acordo com a Associação Médica Brasileira, existem dois tipos de dislipidemia:
  • a primária, que tem origem genética e se apresenta a partir da  hipercolesterolemia familiar, da dislipidemia familiar combinada, da hipercolesterolemia poligência, da hipertrigliceridemia familiar e da síndrome de quilomicronemia;
  • e a secundária, com origem em medicamentos, como diuréticos, betabloqueadores e corticosteróides como conseqüência de doenças, como o hipertiroidismo e a insuficiência renal crônica ou em situações como o alcoolismo e uso de altas doses de anabolizantes.  

Vale salientar alguns conceitos:


  • Lipoproteínas são macromoléculas designadas a transportar lipídios e facilitar o metabolismo. Têm como principais componentes o colesterol, proteínas, triglicerídeos (TGs) e fosfolipídios em porcentagens variadas. Seu precursor para a sua síntese é o TG. As lipoproteínas são sintetizadas tanto no intestino quanto no fígado.
     
  • Quilomícrons: são responsáveis pelo transporte dos lipídios oriundos da dieta e os que são absorvidos no intestino delgado;


    VLDL (Very Low Density Lipoprotein): lipoproteína rica em TGs (triglicerídeos), de origem intestinal.Contém uma porcentagem significativa de TGs e menores concentrações de fosfolipídios e colesterol. Tem o papel de absorver e transportar TGs, colesterol e vitaminas lipossolúveis. É sintetizado pelo fígado.

            A ação da lipase lipoproteica sobre o VLDL converte- a em IDL (esta é removida rapidamente do plasma). Posteriormente, a medida que os TGs são hidrolisados, dão origem ao LDL.
     LDL (Low Density Liproteins): é sintetizado a partir da conversão do VLDL e permanece por um longo tempo no plasma. Contém alto percentual de colesterol como molécula a ser transportada e uma quantidade residual de TGs.

    É responsável por liberar colesterol para os tecidos que necessitam dessas moléculas para fins estruturais de suas membranas ou para a síntese hormonal. Também possui o papel de fazer a regulação da produção do colesterol.

    HDL (High Density Lipoprotein): também é de origem das conversões do VLDL. Possui altos valores de colesterol e menores de TGs. É o principal veiculo que carrega o excesso de colesterol em direção ao tecido hepático a fim de ser eliminado do organismo.

             Quilomícrons ,VLDL, LDL e IDL são responsáveis pelo transporte de lipídios de origem hepática. Os que estão inseridos nos quilomícrons e VLDL possuem a presença da lipase lipoproteica (essa é a principal, mas existem várias outras enzimas que também participam) que converte o TG – armazenados em gotículas no citoplasma — em ácidos graxos que agora estão liberados para percorrer a circulação. E o glicerol é captado pelo fígado, convertido em um intermediário metabólico (di-hidroxiacetona), participando de vias metabólicas.
      





                               SINTOMAS E PREVENÇÃO








As dislipidemias podem causar: ateriosclerose, angina pectoris, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência vascular periférica, entre outras.

Porém, muitas dislipidemias são assintomáticas e suas conseqüências não são menos sérias. 
Por isso, pacientes que se enquadrem na classificação da Associação Médica Brasileira devem se precaver e fazer exames de rotina. Essas alterações são detectáveis em exames de sangue.



O risco da ateriosclerose é avaliado analisando-se os fatores de risco e os agentes causais.
Entre os fatores de risco estão:

  • o fumo;
  • a hipertensão arterial sistêmica;
  • o colesterol HDL-C menor que 40 mg/Dl;
  • o diabetes;
  • a idade (maior ou igual a 45 para homens, maior ou igual a 55 para mulheres);
  • o histórico familiar (parentes de primeiro grau com menos de 55 e mulheres com menos de 65 anos).

Desconta-se dos valores de risco acima o percentual de HDL-C quando ele for maior que 60 mg/dl. Ele é considerado um protetor contra a dislipidemia causadora da ateriosclerose.

Os portadores das dislipidemias primárias são definidos como pacientes de alto risco para a ateriosclerose.

Nem sempre é possível prevenir, já que podem ter origem genética, mas, mesmo nestes casos, os médicos aconselham a Mudança do Estilo de Vida, o que chamam de terapia MEV.



A MEV começa com a mudança na alimentação. A terapia nutricional é importante para evitar o consumo exagerado de gordura e o conseqüente acúmulo de lipídeos nas paredes de veias e artérias.
Entre as recomendações alimentares:
  • redução dos alimentos de origem animal, os óleos de coco e de dendê,nos quais os índices de colesterol e AGS são mais altos;
  • maior ingestão de alimentos com Ômega-3:  peixes de águas frias, como o cavalinha, a sardinha e o salmão, e óleos de soja e canola;
  • ingestão de vegetais e fibras solúveis – que ajudam na eliminação do colesterol;
Outro fator que contribui para a aterosclerose é o sedentarismo. A prática regular de exercícios físicos previne a formação das placas, melhora a condição cardiovascular, reduz a obesidade e o estresse e influencia beneficamente a pressão arterial.
Por último, e não menos importante, é o combate ao tabagismo.
O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer recomendam, para este fator de risco, o tratamento em duas etapas: a abordagem comportamental e a farmacoterápica.

             TRATAMENTOS NUTRICIONAIS:



 
Ph.D., T. Manual de Bioquímica com Correlações Clínicas, São Paulo: Edgard Blücher LTDA,2003.

SPOSITO, A.; CARAMELLI, B.; FONSECA, L.; BERTOLAMI, M. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção a Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066-782X2007000700002&script=sci_arttext&tlng=en Acessado em 08 jan. 2011;










sábado, 2 de junho de 2012

Inverno pede um chá quentinho....saiba a diferença entre chá branco e chá verde!!!!




O chá verde e o chá branco são alimentos que têm sido amplamente discutidos pela mídia devido as suas propriedades benéficas. Entretanto, ainda restam muitas dúvidas sobre as diferenças entre estes chás e qual deve ser escolhido para consumo em associação a uma alimentação saudável. Tanto o chá verde e o chá branco são produzidos a partir de um processo químico de oxidação (incorretamente chamado de fermentação) das folhas de uma planta chamada Camelia sinensis. Entretanto, a diferença entre estes dois chás é que o chá branco é colhido quando as folhas ainda estão bem jovens, ou seja, o que diferencia é quando as folhas desta planta serão colhidas. 
  As pesquisas indicam que o chá branco, por ter as folhas mais jovens, possui maior concentração de catequinas, que são as principais substâncias ativas do chá branco e do chá verde. Além de possuir maior concentração de catequinas, os estudos indicam que estas catequinas do chá branco são mais ativas que as catequinas de outros chás. Portanto, os estudos sugerem que, por apresentarem essa maior concentração de catequinas, seu efeito é mais potente. Porém, vale ressaltar que os estudos sobre o consumo de chá branco em humanos são escassos.

As catequinas presentes nos chás obtidos da Camelia sinensis são consideradas potentes antioxidantes e antiinflamatórios, pois inibem a ativação do fator NF-kB, que é um ativador da inflamação. Portanto, o consumo regular de chá verde oferece diversos efeitos protetores ao organismo, devido a redução do processo inflamatório de uma maneira geral, auxiliando na prevenção do desenvolvimento de doenças crônicas como o câncer, diabetes e doenças cardiovasculares, além de poder auxiliar na perda de peso (devido ao seu efeito termogênico comprovado), quando associado a outras mudanças na alimentação e hábitos de vida.

Devido ao chá verde e o chá branco apresentarem concentrações de taninos, que são substâncias que podem inibir a absorção dos outros nutrientes que ingerimos em nossa alimentação, é recomendado que estes chás sejam consumidos longe das principais refeições, para que não ocorra esse prejuízo na absorção dos nutrientes, principalmente do ferro. Além disso, pela presença de cafeína, é importante que esses chás sejam evitados ser consumidos a noite, para não prejudicar o sono. É importante também lembrar que pessoas com pressão alta devem consultar seu médico antes de consumir o chá verde, pois devido a presença da cafeína, pode promover um aumento na pressão sanguínea deste grupo.

Os estudos indicam que o consumo ideal de chá verde para garantir os benefícios das catequinas é de 4-5 xícaras ao dia. Conforme já mencionado, os chás devem ser ingeridos longe das refeições, para não atrapalhar a absorção dos nutrientes, e evitar seu consumo a noite, para não prejudicar o sono, devido a presença de cafeína.

Os chás podem ser preparados em uma quantidade suficiente para ser ingerido ao longo do dia. Porém, é importante lembrar que ele nunca deve ser reaquecido. Caso a preferência seja de seu consumo quente, é interessante que ele seja consumido então logo após o seu preparo.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Alergia x Intolerância Alimentar...

ALERGIA E INTOLERÄNCIA ALIMENTAR

          A alergia ao leite de vaca (ALV) e a intolerância à lactose (IL) são duas patologias diferentes, apesar de causadas por um alimento em comum e de apresentarem sintomas semelhantes
          Nossa alimentação atual é muito mais complexa, industrializada e aditivada, aumentando, com isso, a frequência de pessoas com reações adversas aos alimentos.
        A alergia alimentar é uma resposta imunológica do organismo à proteína do alimento, que pode ser causada principalmente pelo consumo de : leite de vaca, ovo, peixe, crustáceos, soja, trigo e amendoim. 


          A intolerância à lactose, por exemplo, é a falta ou deficiência da produção de uma enzima chamada lactase, que serve para digerir a lactose – o açúcar do leite. Quando não absorvida, ela é fermentada por bactérias do intestino causando distensão abdominal, gases, cólicas, diarreia e cãibras.
 pesar de apresentarem causas distintas, os sintomas presentes na intolerância alimentar são semelhantes ao da alergia alimentar. 
            Para o diagnóstico de alergia ou intolerância alimentar deve ser feito o levantamento do histórico familiar, descrição dos sintomas e o tempo decorrido a partir da ingestão do alimento, lista dos alimentos suspeitos e a quantificação do alimento até o aparecimento dos primeiros sintomas. Além de exame físico,  deve ser feito um diário alimentar e dos sintomas, além de testes bioquímicos e imunológicos.
 
         O tratamento da alergia e da maioria das intolerâncias alimentares é a exclusão dos alimentos causadores ou redução da sua quantidade na dieta. É necessário ler os rótulos dos alimentos com o objetivo de identificar as substâncias alergênicas. Se o alimento for retirado deve-se procurar substituí-lo por outro fornecedor do mesmo nutriente.
 

Substitutos do leite em receitas:
Usar, na mesma quantidade:
Bebida à base de soja (se não for alérgico à soja) ou
Água ou Suco de frutas e/ou vegetais ou
Bebida à base de arroz
Suco de frutas e/ou vegetais ou
Fonte: Livro de receitas do Instituto Girassol 
 
Substitutos do ovo em receitas: 
Selecione receitas que levem apenas 1 ou 2 ovos e pelo menos 200 gramas (2 xícaras) de farinha e sempre misture bem os itens molhados de cada receita.
Para cada ovo utilize um dos substitutos relacionados:
1 colher de chá de levedo dissolvido em ¼ de xícara de água quente ou
1 ½ colher de sopa de água + 1 ½ colher de chá de óleo + 1 colher de
chá de fermento em pó ou
1 pacote de gelatina comum + 2 colheres de sopa de água quente (não
misturar até estar pronta para usar)
ou 1 colher de sopa de farinha de linhaça misturada com 3 colheres de
sopa de água (misturar e deixar descansar por 2 minutos antes de
adicionar à receita)
ou 1 colher de sopa de vinagre branco
 
  EXEMPLO DE PLANO ALIMENTAR 
(Apenas exemplo, não especificado quantidades pois a dieta deve ser individualizada)
CAFÉ DA MANHÃ:

pão integral
 leite de soja
 1 fruta a escolher

LANCHE DA MANHÃ:

  castanhas de caju; ou nozes; ou  castanha do Pará

ALMOÇO:
  arroz integral
  feijão
 carne grelhada
salada Grupo A + Salada Grupo B


LANCHE DA TARDE:
Iogurte de leite de soja
 fruta ;  unidades de biscoito integral

JANTAR:

Sanduiche feito com:
 pão integral
 porção de proteína
 salada
 suco de fruta

CEIA:

 Chá com 4 biscoitos integrais, ou
 Salada de frutas, ou
 Suco com uma colher de sopa de linhaça


 

Barbieri, D., Palma, D. “Gastroenterologia e Nutrição”. São Paulo: Editora Atheneu, 2001.
Heyman, M.B. “Lactose Intolerance in Infants, Children, and Adolescents”. Pediatrics 2006; 118; 1279-1286. Disponível em: www.pediatrics.org 
 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Alimentação ...antes e após treino!!!!

Alimentação ...antes e após treino!!!!




 Suplementos 1



Existem muitas pessoas que se exercitam em jejum ou que na vontade de emagrecer tomam só um chazinho com uma torrada, por exemplo.
Se você tem um objetivo traçado – seja ele aumentar massa muscular, eliminar gordura ou melhorar performance esportiva –  as refeições pré e pós-treino são fundamentais para que seu objetivo seja atingido mais rápido. Então, o ideal é perder  o hábito de ficar em jejum antes e após. Veja as dicas:

1-      Pré-treino
MOTIVO: A refeição antes do exercício deve conter nutrientes para fornecer energia, aumentar força e resistência, evitar fome e hipoglicemia durante o treino, manter um bom estado de hidratação e evitar catabolismo muscular (quebra de aminoácidos no músculo). Quando bem nutrido, você poderá se sentir mais bem disposto, forte e resistente ao esporte.
O QUE COMER? Você pode fazer uma refeição completa de 3-4 horas antes (almoço ou jantar, café da manhã reforçado ou lanches intermediários reforçados). Consuma arroz+ feijão+ carne magra+ salada ou uma massa com proteínas, como macarrão com molho de atum ou frango) ou uma refeição mais leve de 1-2 horas antes (suplementação de whey protein com maltodextrina, lanche natural com pão integral, vitamina com fruta e cereal, granola com iogurte, banana com aveia e mel, batata doce com peito de frango, biscoitos integrais com requeijão e iogurte desnatado, shake de hipercalórico, etc.).

2-     Pós-treino
MOTIVO: Agilizar recuperação muscular e do organismo como um todo, repor os estoques de glicogênio, reconstruir fibras musculares, repor os líquidos perdidos, alimentar as células do sistema imunológico e renovar o corpo para o próximo treino. Ao se alimentar logo após, seus músculos se tornam mais fortes e resistentes, afinal, não terão que se esforçar para buscar nutrientes de outros locais do corpo.
O QUE COMER? O ideal é uma refeição logo após o término do exercício, com uma tolerância de 30 minutos. Sugestões: whey protein com dextrose, lanche natural com pão branco, suco de frutas, vitamina de frutas, batata inglesa com carne ou frango, sopa de legumes com frango e macarrão, isotônicos, água de coco, bolo comum, etc.




REFERÊNCIAS:
KLEINER, Susan M.; GREENWOOD-ROBINSON, Maggie. Nutrição para o treinamento de força. São Paulo. Editora Manole, 2002.
BIESEK, Simone; GUERRA, Isabela, ALVES, Letícia Azen. Estratégias de nutrição e suplementação no esporte. Editora Manole, 2005.

Ácido Úrico Elevado...




Ácido Urico é um produto natural do organismo,  90% dele é formado a partir do metabolismo de uma substância chamada purina (que é um dos componentes do DNA). Apenas 10% vêm dos alimentos consumidos diariamente. Uma parte desse total costuma ser eliminada pela urina, enquanto que o restante fica circulando no corpo sem causar problemas de saúde. O índice de ácido úrico, no entanto, não deve ultrapassar o nível máximo de 6,8 mg por 100 ml de sangue. Caso contrário, o excesso dessa substância pode virar cristais, que vão sendo depositados nas articulações e podem levar a um intenso processo inflamatório, com inchaço das juntas. E pelo menos 20% dos casos de ácido úrico elevado geram um estado dolorido, conhecido como gota.
O desequilíbrio ocorre por dois motivos metabólicos: ou o paciente é um hiperprodutor ou um hipoexcretor. No primeiro caso, o organismo está produzindo muito ácido úrico e, mesmo tendo uma excreção normal, não consegue eliminar o suficiente para deixar a taxa baixa. No segundo (que corresponde a 90% dos pacientes), apesar de a produção ser normal ou aumentada, os rins só conseguem eliminar pouco ácido úrico.
Sabe-se que 20% dos que têm o ácido úrico elevado desenvolvem crises de gota, principalmente homens entre 30 e 50 anos e mulheres na pós-menopausa. Nesse grupo também estão incluídos obesos e hipertensos. Ou seja, com a formação de cristais em uma articulação, o paciente tem uma inflamação que se torna muito dolorosa, vermelha e inchada. 

Alimentos proibidos:
CARNES: vitela, bacon, cabrito, carneiro.

MIÚDOS EM GERAL: fígado, coração, rins, língua, miolo.

PEIXES E FRUTOS DO MAR: sardinha, salmão, truta, bacalhau, arenque, anchova, ovas de peixe, mexilhão.

AVES: galeto, peru, pombo, ganso.

Alimentos de uso moderado:

CARNES: vaca, frango, porco, coelho, presunto.

PEIXES E FRUTOS DO MAR: peixes não citados acima, além de camarão, ostra, lagosta e
caranguejo.

LEGUMINOSAS: feijão, soja, grão de bico, lentilha, ervilha, couve-flor,
espinafre.

CEREAIS INTEGRAIS: todos, a exemplo do arroz integral, trigo em grão, centeio e aveia.

OLEAGINOSAS: coco, nozes, amendoim, castanha do Pará e de caju e tomate.

Alimentos permitidos:

GERAIS: leite, chá, café, chocolate, ovo, margarina, pão, macarrão,  fubá, arroz e milho.

VEGETAIS: legumes e verduras, excetuadas as acima.

DOCES E FRUTAS: açúcar e doces, todas as frutas inclusive os sucos naturais.


Atenção ao consumo de sal e ao consumo de  álcool.







Fonte:Adaptada Viva Saude