domingo, 10 de junho de 2012

Anabolizantes e seu uso irregular



Os produtos anabolizantes contendo esteróides ou substâncias similares aos hormônios podem fazer milagres imediatos para a massa muscular, mas são uma catástrofe, em curto ou longo prazo, para a saúde em geral e para o coração.
O uso desses produtos é fator de risco para doenças cardiovasculares. Podem causar derrames, piorar os níveis de colesterol no sangue, causar distúrbios na coagulação sanguínea e hipertensão e aumentar as chances de infarto.
Isso sem falar nos outros estragos à saúde. Entre os efeitos adversos constatados, estão lesão no fígado, insuficiência renal, embolismo pulmonar, infertilidade e impotência, masculinização em mulheres, crescimento das mamas em homens e baixa estatura em crianças.
O problema é que, embora os malefícios sejam bem conhecidos, esses produtos continuam a ser irregularmente comercializados e consumidos por pessoas em busca de uma ilusória boa forma.
Por esse motivo, o FDA, agência que regula a venda de medicamentos e alimentos nos EUA, acaba de lançar um alerta público para que os consumidores parem de usar produtos anabolizantes com esteróides ou similares.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também alerta sobre o uso irregular de anabolizantes. Sua venda e seu uso para fins de aumento da massa muscular são considerados ilegais.
Muitos desses produtos são vendidos como suplementos alimentares, mas não são. Anabolizantes são medicamentos, e podem ser usados para patologias específicas. Mas o uso do produto sem necessidade médica, com o intuito de causar hipertrofia muscular, é irregular e perigoso.
Mesmo assim, os anabolizantes para esse fim são vendidos irregularmente, seja por meio de sites na Internet seja pelo “comércio” informal em academias ou mesmo lojas de suplementos. Isso acontece tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo.  
No recente alerta da FDA, foram listados como perigosos à saúde os produtos TREN-Xtreme, MASS Xtreme, ESTRO Xtrene, AH-89 Xtreme, HMG Xtreme, MMA-3 Xtreme, VNS-9 Xtreme e TT-40 Xtreme.
Para as pessoas que usam esses produtos, a recomendação é suspender imediatamente o uso. Quem apresenta sintomas possivelmente relacionados ao produto, especialmente náuseas, fraqueza ou fadiga, febre, dor abdominal ou peito, fôlego curto, pele ou olhos amarelados e urina escura, deve procurar um médico.

Fonte: Anvisa


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dicas para cuidar da alimentação no inverno

Vivemos em uma época caracterizada pelo aumento na expectativa de vida da população mundial. Com isso, doenças como as cardiovasculares, tornaram-se as causas mais comuns de mortes nos países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Fato esse, influenciado pela industrialização, pela urbanização e pela mudança no estilo de vida da população, principalmente no que se refere ao hábito alimentar.

As adequações da alimentação constituem medidas fundamentais para a preservação da saúde e prevenção de doenças. No contexto cardiovascular, e em especial na prevenção do infarto e no controle da hipertensão arterial, a adoção de um estilo alimentar adequado destaca-se como medida básica e essencial.

A manutenção da alimentação saudável deve ser feita ao longo de todo o ano. Porém, com maior rigor nos meses de inverno. Isso porque cerca de 80% das pessoas ganham em torno de 1 a 2 kilos nos meses de junho, julho e agosto. Quando os alimentos leves são trocados por gordurosos, e os exercícios físicos são deixados de lado.

Por isso, as recomendações básicas para uma dieta balanceada durante essa época do ano são as seguintes:

• Alimentação rica em frutas, hotaliças, laticínios com baixos teores de gorduras, fibras e mineirais.
• Redução no consumo de sal. A taxa de consumo diária não deve exceder a 2g de sódio – o que corresponde a 5g de sal de cozinha.

Ademais, os infartos também são mais incidentes em épocas de frio. Decorrentes, em grande parte, da lesão isquêmica, devido a redução de oxigênio. Com o clima frio e consequente diminuição da temperatura corporal, ocorre constrição dos vasos do organismo acarretando redução na oferta de oxigênio.

Desta feita, procure manter uma alimentação balanceada durante todos os dias do ano, com especial atenção aos meses de inverno. Assim, ganhamos em saúde e qualidade de vida.


OBS: Veja mais dicas de alimentação saudável no blog ;)
Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia

Opções mais saudáveis de carne...saiba como escolher!!!




As carnes vermelhas e os embutidos, como a salsicha e o salame, são as maiores fontes de gordura saturada (GS).Outras fontes ricas em GS são o leite integral e seus derivados, como os queijos e a menteiga.Em geral, quanto mais macio e amarelo é o queijo, maior é o seu teor de GS.
As GS aumentam o risco de doença cardiovascular, por elevar o LDL colesterol ("colesterol ruim").Além disso, estudos realizados com milhares de indivíduos indicaram um maior risco de morte entre aqueles que consumiam maiores quantidades de carne vermelha.
 Em suas compras no supermercado, escolha produtos sem gordura branca visível.Para reduzir o nível de GS das aves, é fundamental evitar comer a pele. A melhor opção é o peito de frango, parte menos gordurosa das aves.

Escolha as carnes mais saudáveis
Alimento - Percentual de Gordura Total (GT) - Percentual de Gordura Saturada(GS)
Bacon- GT 77% - GS 27%
Salsihas- GT 72% - GS
Bife de alcatra magro- GT 50% - GS 21%
Carne moída- GT 64% - GS 27%
Carne suína magra- GT 29% - GS 10%
Carneiro magro- GT 56% - GS 26%
Coxa de frango com a pele- GT 56% - GS 16%
Peito de frango sem pele- GT 17% - GS 5%

Consumo de nozes e redução do colesterol ruim




Uma revisão de vários estudos demonstrou que o consumo regular de Glossary Link nozes melhora os níveis de gorduras no sangue, especialmente entre indivíduos com níveis mais elevados de LDL colesterol ("colesterol ruim") ou com um menor IMC (índice de massa corporal).Este último parâmetro é utilizado para o diagnóstico de sobrepeso e obesidade.
Os efeitos do consumo de Glossary Link nozes sobre os níveis de gorduras foram avaliados em 25 estudos, realizados em sete países. Um total de 583 homens e mulheres com níveis elevados de colesterol e que não estavam tomando medicamentos hipolipemiantes (redutores de colesterol), formaram a amostra desta revisão.
Numa análise conjunta, os autores da revisão concluíram que o consumo médio diário de 67 gramas de nozes por dia acarretou os seguintes benefícios: redução média de 10,9 mg/dl para o colesterol total e 10,2 mg/dL para o LDL colesterol ("colesterol ruim").Os níveis de triglicerídeos foram reduzidos em 20,6 mg/dL, em média, em indivíduos com níveis de triglicerídeos no sangue de pelo menos de 150 mg/dL (limite superior da normalidade), mas não naqueles com níveis mais baixos.
Os efeitos do consumo de nozes relacionou-se com a quantidade  ingerida.O efeito redutor do colesterol foi mais significativo entre os indivíduos com níveis mais elevados LDL colesterol e um índice de massa corporal (IMC) mais baixo.
Fonte: Archives of Internal Medicine.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

8 sugestões de alimentos para praticantes de musculação

 Você precisa comer como um monstro para se tornar um” Desde Lee Haney a Ronnie Coleman, isto é o que todos os fisiculturistas falam. Mas o que exatamente isto significa ? Temos que medir as refeições apenas por kilo ? Comer até fast-food para conseguir mais calorias na dieta ?

Não exatamente…

Comer como um monstro significa comer muito, sim, mas o tipo certo de comida e dividida em porções espalhadas no dia. Para maximizar o crescimento, você pode tentar fazer de 5 a 6 refeições por dia todas contendo proteínas, para um total de cerca de 2g de proteína por kg de peso do corpo. Você também não pode esquecer dos carboidratos, eles serão os responsáveis por fornecer energia para o corpo e ainda maximizar a recuperação muscular.

Como próximo passo, você precisa equipar a sua dieta com os melhores alimentos que fornecem os nutrientes mais importantes para o crescimento. A seguir veja os 8 alimentos mais anabólicos para serem incluídos em sua dieta.

1 – Salmão

Em 170g de salmão contém cerca de 34g de proteína e 4g de ácidos graxos contendo omega-3 que, para quem ainda não sabe, são gorduras saudáveis que reduzem a inflamação encorajando o corpo a reparar o músculo e ainda ajuda a controlar o cortisol.(Quanto menos cortisol, mais testosterona, mais massa muscular). Ter uma dieta rica em omega-3 ainda faz com que a maioria da glicose que você consome seja jogada para os músculos e não seja facilmente armazenada como fonte de gordura.

2 – Carne Magra Bovina

Muitos hardgainers se confundem quando o assunto é ingerir gorduras. Eles pensam que irão ganhar peso por estar ingerindo gorduras, porém assim como o omega-3(que é uma gordura), a gordura saturada encontrada nas carnes magras pode promover crescimento. Cortar totalmente a gordura saturada da dieta pode comprometer a testosterona e a insulina, que são hormônios que encorajam o crescimento muscular. A carne também é uma fonte de colesterol, que é o principal ingrediente para estimular a criação natural de testosterona no corpo. E é claro, a carne vermelha é uma ótima fonte de creatina, zinco e de vitaminas B.

3 – Ovos

Existem diferentes métodos que os nutricionistas usam para avaliar os alimentos proteícos e a sua capacidade para gerar crescimento. Os ovos simplesmente estão no topo de todas as listas, porque são extremamente fáceis de serem absorvidos pelo corpo. Os ovos(o ovo inteiro, não só a clara), são ricos em proteínas, gorduras saudáveis, gordura saturada e lecitina, ou seja, um conjunto completo para promover crescimento muscular.

 

4 – Leite integral

Se  está tentando ganhar massa muscular rápido, não perca tempo bebendo leite desnatado. Em 500ml de leite você encontra cerca de 16g de proteína e 16g de gordura. A gordura encontrada no leite é formada por correntes mais curtas do que as gorduras encontradas em outros alimentos.  Gorduras de cadeia curta são “levemente” anabolicas, ajudando na prevenção da quebra do músculo e também possuem menos chances de serem armazenadas como gordura corporal.
O leite integral também ajuda o corpo a absorver vitamina D, que é conhecida por reduzir o risco de câncer. Não é a toa que vários fisiculturistas dos anos 60 e 70 como Arnold e Franco(verdadeiros monstros em qualquer época), bebiam uma quantidade enorme de leite integral.

5 – Macarrão e outros carboidratos do gênero

Construir massa muscular também requer carboidratos. Mais importante do que isto, os carboidratos mudam o metabolismo da proteína radicalmente, aumentando a eficiência que a proteína é jogada nos músculos. Em outras palavras, sem carboidratos, a proteína que você consome não faz o trabalho de promover o crescimento tão efetivamente como quando é ingerindo com os carbos.

6 – Alho

Como algo sem calorias, carboidratos, proteínas ou gorduras pode ajudar no ganho de massa ? A resposta é simples: o alho pode modificar a liberação de hormônios. Controlar a ingestão de macro-nutrientes é essencial para a hipertrofia, mas criar um ambiente hormonal anabólico no corpo é igualmente importante. Pesquisas feitas em animais mostram que o consumo alto de alho combinado com o consumo de proteína pode aumentar a testosterona e diminuir a quebra de massa muscular.

 

7 – Iogurte

Iogurte natural geralmente contém várias bactérias vivas. Você não vai ver a palavra “bacteria” no rótulo, procure por Lactobacillus acidophilus, L. casei, L. reuteri ou Bifidobacterium bifidum. Estes prebióticos conseguem chegar até o trato gastrointestinal onde eles ajudam a manter um balanço saudável das bactérias que vivem lá. Estas bactérias boas ajudam no sistema imunológico que indiretamente pode promover a recuperação muscular e diminui a produção de agentes inflamatórios, enquanto aumenta a absorção de nutrientes importantes para o crescimento.
Outro benefício do iogurte é o cálcio, que controla a contração muscular e pode fazer com que o corpo se torne menos eficiente em armazenar gordura corporal.
Obs: Iogurte também contém proteína.

8 – Óleo de oliva

Você não pode mencionar hipertrofia sem mencionar o óleo de oliva. O resultado das pesquisas são interessantes: óleo de oliva pode controlar a inflamação no corpo. Níveis baixos de inflamação significam um aumento na recuperação muscular. Este óleo também pode promovar a liberação de testosterona e assim como qualquer outra gordura, ele também é uma fonte densa de calorias. O óleo de oliva também é rico em gorduras boas.

 

 

Conclusão

Ficar grande não é apenas comer as quantias necessárias de calorias e sim comer as calorias corretas na quantidade correta. Todo fisiculturista sabe da importância do consumo de proteína na construção de massa muscular, mas muito esquecem dos carboidratos, gorduras e outros alimentos que influênciam na liberação de hormônios anabólicos e que irão contribuir direta e indiretamente na hipertrofia muscular.


Pinhão....A semente que tem o sabor do inverno no Sul!!!!


                   O pinhão, semente da Araucaria angustifolia, é uma espécie nativa do sul do  Brasil, originada na floresta Ombrófila Mista, e de propriedades nutricionais  importantes ao organismo. O pinhão é uma semente de sabor acentuado, macia, e muito apreciada;
               O  pinhão tem alto valor energético e nutricional, ele é rico em proteína, ferro, manganês, zinco, fósforo, magnésio e cálcio, e também contém quantidades significativas das vitaminas do complexo B,  vitamina E , além de fibras.
                  O pinhão auxilia no controle do colesterol e diabetes, age contra a fadiga e é muito eficaz para estimular a libido. Estudos indicam que o consumo regular de pinhão ajuda a prevenir doenças cardíacas . Também é útil para quem tem problemas de osteoporose e descalcificação. É também um ótimo alimento para a nutrição cerebral, graças a quantidade de zinco e vitaminas do complexo B que ajudam a nutrir as células do sistema nervoso central.
            Apesar de todos esses benefícios, vale lembrar que o pinhão é bem calórico, e na sua composição existe muita gordura, algo em torno de 50%. O tipo de gordura existente no pinhão é denominada gordura boa (insaturada) de mais fácil digestão que as da carne (saturadas) cada semente tem aproximadamente 20Kcal, por isso o ideal é consumir sempre com moderação.

Fonte: Caracterização da composição nutricional do pinhao in natura e cozido  (Araucaria angustifolia) - Correa, MF, Colombo, PR, 2010;
****************************************************************************

domingo, 3 de junho de 2012

Dislipidemia....

                                      DISLIPIDEMIA











As dislipidemias são o aumento anormal da taxa de lipídios no sangue. 



Representa um importante fator de risco para o desenvolvimento de lesões ateroscleróticas que podem causar a obstrução total do fluxo sangüíneo e apresenta altos índices de mortalidade.



As dislipidemias podem ocorrer por causa do aumento do triglicérides (TGs) - (hipertrigliceridemia isolada), aumento do colesterol (hipercolesterolemia isolada) ou por uma combinação das duas (dislipidemia mista). Pode ainda ser causada pela redução do HDL ou aumento dos TGs ou LDL-C.
De acordo com a Associação Médica Brasileira, existem dois tipos de dislipidemia:
  • a primária, que tem origem genética e se apresenta a partir da  hipercolesterolemia familiar, da dislipidemia familiar combinada, da hipercolesterolemia poligência, da hipertrigliceridemia familiar e da síndrome de quilomicronemia;
  • e a secundária, com origem em medicamentos, como diuréticos, betabloqueadores e corticosteróides como conseqüência de doenças, como o hipertiroidismo e a insuficiência renal crônica ou em situações como o alcoolismo e uso de altas doses de anabolizantes.  

Vale salientar alguns conceitos:


  • Lipoproteínas são macromoléculas designadas a transportar lipídios e facilitar o metabolismo. Têm como principais componentes o colesterol, proteínas, triglicerídeos (TGs) e fosfolipídios em porcentagens variadas. Seu precursor para a sua síntese é o TG. As lipoproteínas são sintetizadas tanto no intestino quanto no fígado.
     
  • Quilomícrons: são responsáveis pelo transporte dos lipídios oriundos da dieta e os que são absorvidos no intestino delgado;


    VLDL (Very Low Density Lipoprotein): lipoproteína rica em TGs (triglicerídeos), de origem intestinal.Contém uma porcentagem significativa de TGs e menores concentrações de fosfolipídios e colesterol. Tem o papel de absorver e transportar TGs, colesterol e vitaminas lipossolúveis. É sintetizado pelo fígado.

            A ação da lipase lipoproteica sobre o VLDL converte- a em IDL (esta é removida rapidamente do plasma). Posteriormente, a medida que os TGs são hidrolisados, dão origem ao LDL.
     LDL (Low Density Liproteins): é sintetizado a partir da conversão do VLDL e permanece por um longo tempo no plasma. Contém alto percentual de colesterol como molécula a ser transportada e uma quantidade residual de TGs.

    É responsável por liberar colesterol para os tecidos que necessitam dessas moléculas para fins estruturais de suas membranas ou para a síntese hormonal. Também possui o papel de fazer a regulação da produção do colesterol.

    HDL (High Density Lipoprotein): também é de origem das conversões do VLDL. Possui altos valores de colesterol e menores de TGs. É o principal veiculo que carrega o excesso de colesterol em direção ao tecido hepático a fim de ser eliminado do organismo.

             Quilomícrons ,VLDL, LDL e IDL são responsáveis pelo transporte de lipídios de origem hepática. Os que estão inseridos nos quilomícrons e VLDL possuem a presença da lipase lipoproteica (essa é a principal, mas existem várias outras enzimas que também participam) que converte o TG – armazenados em gotículas no citoplasma — em ácidos graxos que agora estão liberados para percorrer a circulação. E o glicerol é captado pelo fígado, convertido em um intermediário metabólico (di-hidroxiacetona), participando de vias metabólicas.
      





                               SINTOMAS E PREVENÇÃO








As dislipidemias podem causar: ateriosclerose, angina pectoris, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência vascular periférica, entre outras.

Porém, muitas dislipidemias são assintomáticas e suas conseqüências não são menos sérias. 
Por isso, pacientes que se enquadrem na classificação da Associação Médica Brasileira devem se precaver e fazer exames de rotina. Essas alterações são detectáveis em exames de sangue.



O risco da ateriosclerose é avaliado analisando-se os fatores de risco e os agentes causais.
Entre os fatores de risco estão:

  • o fumo;
  • a hipertensão arterial sistêmica;
  • o colesterol HDL-C menor que 40 mg/Dl;
  • o diabetes;
  • a idade (maior ou igual a 45 para homens, maior ou igual a 55 para mulheres);
  • o histórico familiar (parentes de primeiro grau com menos de 55 e mulheres com menos de 65 anos).

Desconta-se dos valores de risco acima o percentual de HDL-C quando ele for maior que 60 mg/dl. Ele é considerado um protetor contra a dislipidemia causadora da ateriosclerose.

Os portadores das dislipidemias primárias são definidos como pacientes de alto risco para a ateriosclerose.

Nem sempre é possível prevenir, já que podem ter origem genética, mas, mesmo nestes casos, os médicos aconselham a Mudança do Estilo de Vida, o que chamam de terapia MEV.



A MEV começa com a mudança na alimentação. A terapia nutricional é importante para evitar o consumo exagerado de gordura e o conseqüente acúmulo de lipídeos nas paredes de veias e artérias.
Entre as recomendações alimentares:
  • redução dos alimentos de origem animal, os óleos de coco e de dendê,nos quais os índices de colesterol e AGS são mais altos;
  • maior ingestão de alimentos com Ômega-3:  peixes de águas frias, como o cavalinha, a sardinha e o salmão, e óleos de soja e canola;
  • ingestão de vegetais e fibras solúveis – que ajudam na eliminação do colesterol;
Outro fator que contribui para a aterosclerose é o sedentarismo. A prática regular de exercícios físicos previne a formação das placas, melhora a condição cardiovascular, reduz a obesidade e o estresse e influencia beneficamente a pressão arterial.
Por último, e não menos importante, é o combate ao tabagismo.
O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer recomendam, para este fator de risco, o tratamento em duas etapas: a abordagem comportamental e a farmacoterápica.

             TRATAMENTOS NUTRICIONAIS:



 
Ph.D., T. Manual de Bioquímica com Correlações Clínicas, São Paulo: Edgard Blücher LTDA,2003.

SPOSITO, A.; CARAMELLI, B.; FONSECA, L.; BERTOLAMI, M. IV Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção a Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066-782X2007000700002&script=sci_arttext&tlng=en Acessado em 08 jan. 2011;