quinta-feira, 5 de julho de 2012

Festas Juninas e Alimentação de Quem Tem Diabetes


          
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Festas juninas lembram barraquinhas cheias de quitutes e guloseimas! Com tantos "comes e bebes", quem tem diabetes pode ficar perdido, sem saber como se alimentar corretamente. O que pode e o que não pode comer? Em que quantidade? Há problemas em consumir os doces típicos? Como participar?
         Embora cada região brasileira celebre as festas juninas de um jeito diferente, existe algo em comum: uma comilança bastante farta! A oferta de alimentos e bebidas é muito variada: canjica, pamonha, milho cozido, pipoca, maçã-do-amor, arroz doce, bolo de fubá, curau, cuscuz, pé-de-moleque, tapioca, quentão, entre outras.
      E por que há tanta comida? Os pratos são um agradecimento a São João e a São Pedro pelas chuvas, que beneficiam as plantações. Como é uma época de colheita de vegetais tipicamente americanos, como milho, amendoim, batata-doce e mandioca, são comuns os pratos à base desses ingredientes.

O Que Comer?Para saber como se alimentar nas festas juninas, o ideal é consultar o nutricionista e pedir orientações. Segundo as Dras. Daniela e Gisele, o paciente e o profissional podem, juntos, identificar pontos importantes, questionando:
  • Com que freqüência você vai às festas juninas?;
  • Qual o horário em que você irá à festa?;
  • O que compõe o seu plano alimentar no horário em que estiver na festa junina?;
  • Quais são seus pratos típicos favoritos?;
  • Quais as possibilidades de adequação da refeição que será realizada na festa junina, considerando seu plano alimentar habitual?
     O esquema alimentar para festa junina deve ser equivalente ao do dia-a-dia. "O arroz, por exemplo, é o alimento com mais opções de substituição: milho cozido, batata doce, pipoca, cuscuz. Já os demais componentes do plano alimentar dependerão das opções servidas na festa. Atualmente, tem sido comum encontrarmos preparações com carnes, como espetinhos, facilitando a composição de um prato mais equilibrado", explicam.
    O açúcar não é mais o "vilão" do tratamento nutricional do diabetes. Mesmo assim, as sobremesas não podem ser consumidas no lugar da fruta, pois normalmente são preparações calóricas, pobres em vitaminas e fibras.
    Optar por comer os alimentos de festa junina nos horários do almoço e jantar. "Nessas refeições, temos porções maiores dos diversos grupos de alimentos, o que favorece a substituição, principalmente para os indivíduos em terapia de contagem de carboidratos. Em função de as preparações típicas ofertadas normalmente serem ricas em carboidratos, provavelmente teremos que priorizar os carboidratos e calorias da refeição", ensinam as nutricionistas.
Para uma correta substituição dos alimentos, a pessoa com diabetes deve ser orientada por um nutricionista em relação à equivalência e tamanho das porções. "Nos últimos anos, a ciência da Nutrição e métodos modernos de avaliação laboratorial têm provado que muitos alimentos anteriormente proibidos são importantes fontes de nutrientes essenciais à saúde, quando consumidos de forma adequada", explicam as Dras. Daniela e Gisele.

Abaixo, alguns exemplos de alimentos de festas juninas e seus valores nutricionais:
Alimento
Descrição
Informação Nutricional
MilhoAlimento de alto valor nutritivo, apresenta na sua composição, além de carboidratos, vitaminas A e C, folato e fibras. 01 unidade (grande) de 100g, fornece, em média, 30g de carboidratos e 135 calorias.

Pinhão
Apresenta na sua composição nutricional: cálcio, magnésio e fibras. 01 unidade fornece em média 5g de carboidratos e 20 calorias.
Batata DoceImportante fonte de carboidratos e beta caroteno.01 unidade (pequena) de 60g, assada, fornece em média 15g de carboidratos e 65 calorias.

O Que Beber?E com relação às bebidas alcoólicas? As nutricionistas alertam: "As pessoas com diabetes devem ser orientadas a evitar ou, ao menos, restringir o consumo de bebidas alcoólicas, pensando em impedir episódios de hipoglicemias e hiperglicemias. Além disso, é importante lembrar que, mesmo em pequenas doses, as bebidas não devem ser consumidas de estômago vazio".

Convívio Social

A orientação nutricional para estas situações especiais desmistifica conceitos em relação aos alimentos e participação em festas, além de facilitar o convívio social da pessoa com diabetes, fundamental para sua integração na sociedade.

Além disso, a festa junina é também uma oportunidade de encontrar amigos, dançar quadrilha, participar de brincadeiras típicas: bingo, pescaria, bola-ao-alvo, pau-de-sebo, correio elegante, entre outras. Portanto, é importante não ir à festa apenas pensando nos pratos que serão oferecidos.

Fonte: Site Sociedade Brasileira de Diabetes

Receitas Diet


Alfajor de Chocolate Diet


Ingredientes
Massa
200g de margarina light
4 colheres (sopa) de adoçante culinário
3 ovos
1 ¼ de xícaras (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de amido de milho
1 xícara (chá) de cacau em pó
1 tablete de fermento biológico
3 gotas de essência de baunilha
Raspas de 1 limão
Recheio e Cobertura
220g de Doce de Leite Diet Hué
500g de chocolate diet em pedaços

Modo de preparo:

Massa: Em uma batedeira, bata a margarina com o adoçante até ficar cremoso. Junte os ovos, um a um, sem parar de bater. Retire da batedeira e adicione os ingredientes restantes, mexendo com uma colher até obter uma massa homogênea. Em uma superfície enfarinhada, abra a massa com a ajuda de um rolo de macarrão e corte-a com um cortador redondo ou quadrado. Disponha os círculos em uma assadeira untada e leve para ao forno médio (180°C) pré-aquecido por aproximadamente 20 minutos. Retire do forno e deixe esfriar. Cobertura: Derreta o chocolate em banho-maria. Montagem: Passe o doce de leite na parte de cima da metade das bolachas, depois cubra com o restante delas, como se fossem sanduíches. Banhe-os no chocolate com o auxílio de um garfo. Deixe na geladeira em uma assadeira forrada com papel-manteiga (para não grudar) até secarem.


Fonte: HUÉ
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Gelatina com creme de morangos zero açúcar



Ingredientes:
1 caixa de gelatina diet sabor morango dissolvida em 2 copos de água
+ 1 caixa gelatina diet sabor morango dissolvida em ¼ de xíc (chá) de água fervente (50ml)
250ml de leite desnatado
1 receita de leite condensado (ver receita abaixo)
1 caixinha de creme de leite light (200ml)
1 colher (sopa) de amido de milho
6 morangos para enfeitar (opcional)



Leite Condensado diet light
Ingredientes:

3/4 xícara de água fervente
1 xícara de leite em pó desnatado
1 colherinha (chá)de margarina light
1 colher de sopa de multi-adoçante
Preparo:
Bater no liquidificador por 5 minutos em velocidade baixa.
Esperar esfriar e guardar na geladeira em vasilha fechada.
Deixar por 12 horas na geladeira para adquirir consistência.
Rendimento do leite condensado :
1 pote de 200g com 360,24 calorias. OBS.: Pode congelar



Preparo:
Dissolva 1 caixa de gelatina de morango com os 2 copos de água.
Coloque em um pirex ou taça e leve á geladeira até endurecer.
Prepare o leite condensado e reserve.
Em seguida dissolva a outra caixa de gelatina em ¼ de xícara de água fervente.
Coloque em uma panela o leite condensado, o leite, o amido de milho, mexa bem e deixe ferver até engrossar.
Retire do fogo e deixe esfriar.
Junte o creme de leite e a gelatina dissolvida.
Misture bem até formar um creme.
Despeje sobre a gelatina endurecida e volte à geladeira até ficar firme.
Decore com morangos picados.



Rendimento: 14 porções de 50g
Informações nutricionais por porção:
Calorias: 88 kcal/
Carboidratos: 10,2g
Proteínas: 6,1g
Lipídeos : 3,1g



Fonte: culinarialeve


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Bolo Romeu e Julieta



Massa:  
4 ovos
1 ½ xícara (chá) de leite desnatado
½ xícara (chá) margarina light em temperatura ambiente
1 xícara (chá) farinha de trigo especial
2 ½ colheres (sopa) de adoçante culinário
½ xícara (chá) de queijo ralado (50g)
2 colheres (chá) de fermento em pó


Cobertura:

1 xícara (chá) goiabada em massa sem açúcar

½ xícara (chá) água


Preparo:

Massa: 

Bater no liquidificador o leite, ovos, farinha, multiadoçante, margarina por nos 3 minutos.
Acrescentar o queijo e o fermento. Bater somente para misturar.
Colocar numa forma redonda, pequena ( +- 19 cm de diâmetro) untada com margarina light e levar ao forno por aproximadamente 40 minutos ou até que enfiando um palito esse sai limpo.


Cobertura:
Numa panela, coloque a goiabada picada e a água, mexendo sempre até derreter.

Desenforme o bolo frio e despeje a cobertura.

Leve à geladeira por 2 horas.

Sirva gelado.

Dica: Se preferir, coloque geléia de goiaba ao invés da goiabada em massa.



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Bolo de Maça Diet


Ingredientes
3 ovos inteiros
1/2 xícara de óleo de soja
1 xícara de leite desnatado
1 e 1\2 xícara de farinha de trigo (200 g)
1 xícara de adoçante em pó para forno e fogão ou 2 xícaras de frutose
1 colher ( sopa rasa) fermento em pó
1 pitada canela em pó
2 maçãs picadas com casca – para colocar em cima do bolo


Modo de preparo

Bater no liquidificador: os ovos, o óleo, o leite, a farinha de trigo, o fermento em pó, a canela em pó

Depois que a massa estiver batida, misture o adoçante.
Divida a maçã ao meio e pique em fatias não muito fina
Coloque a massa em forma untada ou use papel manteiga para evitar que grude.
Por cima coloque fatias de maçã. Leve ao forno.


Forno pré-aquecido. Asse em temperatura média por 30 minutos ou até dourar.

Decore com canela.




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Sagu com frutas Diet

Ingredientes:
1/2 xíc. (chá) de sagu
2 xíc. (chá) de água
1 xíc. (chá) de suco de uva ( sem açúcar )
1/2 xíc. (chá) de suco de abacaxi ( sem açúcar )
1/4 de xíc. (chá) de adoçante em pó
1/2 maçã verde descascada e picada
1/2 xíc. (chá) de uvas Itália cortadas e sem sementes

MODO DE PREPARO:
1. Coloque o sagu de molho em uma tigela com a água durante 30 minutos.
2. Em uma panela, despeje o sagu e a água, os sucos de uva e abacaxi e o adoçante.
3. Deixe cozinhar por 15 minutos, mexendo para não grudar. Junte as frutas e cozinhe por mais 15 minutos.
4. Retire do fogo e disponha em taças. Decore com fatias de maçã e uva e sirva gelado.

Calorias por porção: 117
Tempo de preparo: 50 min
Rende: 7 porções de 130 g
Carboidratos: 29 g



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Banana Split Diet


Ingredientes:
4 bananas-nanicas médias
1 carambola cortada em fatias
12 bagos de uva
12 amoras
2 colheres (sopa) da calda
Sorvete diet a gosto

Calda
200g de Pêssego em Calda Diet Hué
1 ½ xícaras (chá) de guaraná diet

Modo de preparo:
Calda: Em um liquidificador, bata o pêssego em calda com o guaraná por 2 minutos até obter uma calda grossa. Passe por uma peneira e reserve. Montagem: Corte a banana-nanica ao meio e, no centro dela, coloque uma bola de sorvete. Acrescente 1 fatia de carambola em cada ponta, a uva, a amora, e despeje a calda por cima na hora de servir.

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Flan de Goiaba Diet
Ingredientes
1 vidro de Geléia de Goiaba Diet
1 vidro de Leite Condensado Diet
350ml de água filtrada
2 colheres (sopa) de adoçante culinário
1 envelope de gelatina em pó sem sabor hidratada conforme as instruções da embalagem

Modo de preparo:
Modo de Preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador. Coloque em uma forma untada com óleo e passada em água. Leve à geladeira por pelo menos 5 horas. Desenforme e sirva gelado.   


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Bolo de Brigadeiro Diet

Ingredientes:
Massa
8 ovos
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
4 colheres (sopa) de farelo de trigo
4 colheres (sopa) de cacau em pó
2 colheres (sobremesa) de fermento químico em pó
2 xícaras (chá) de adoçante culinário
2 formas de 20cm de diâmetro untadas com margarina light e polvilhada com farinha de trigo

Calda de Chocolate
½ xícara (chá) de leite
4 colheres (sopa) de leite em pó desnatado
4 colheres (sopa) de adoçante culinário
1 colher (sopa) de chocolate em pó desengordurado

Recheio de Brigadeiro
400g de Brigadeiro Diet

Creme de Chocolate
400g de chocolate diet
400g de creme de leite light

Modo de preparo:
Massa: Em uma batedeira, bata as claras em neve bem firme e em seguida acrescente o adoçante. Bata por 2 minutos, adicione as gemas e bata por mais 2 minutos. Diminua a velocidade da batedeira e vá, aos poucos, acrescentando a farinha, o farelo e, por último, o fermento. Desligue em seguida. Divida a massa entre as formas. Leve ao forno médio (180°C) por 25 minutos. Desenforme e reserve. Calda: Em uma panela, leve todos os ingredientes ao fogo até ferver. Desligue o fogo e reserve. Creme de Chocolate: Derreta o chocolate em banho-maria. Acrescente o creme de leite ao chocolate derretido até ficar homogêneo. Montagem: Corte cada bolo de chocolate ao meio. Recheie a base do bolo com o brigadeiro. Repita a operação com o outro bolo e cubra tudo com o restante do creme de chocolate. Decore a gosto.    

Reeducação Alimentar



       O termo Reeducação Alimentar foi criado para abolir o que antes chamávamos de dieta, que prometiam milagres, emagrecimento rápido, metas rígidas e exageradas e restrições alimentares que ao invés de grandes resultados e mudanças saudáveis, colocavam o organismo em situação de risco nutricional.


           As famosas dietas eram um sacrifício na busca de peso ideal, beleza física, alimentação balanceada e saúde, que ao invés de trazerem benefícios duradouros aos seus seguidores, trazia desistência, desânimo, recuperação do peso, “efeito sanfona” e a volta aos antigos e maus hábitos alimentares.
       Neste caso, a criação de um novo processo de conscientização e aprendizagem, de educação nutricional, mudanças comportamentais, hábitos alimentares e estilo de vida eram necessários na busca de qualidade e saúde. Sendo assim, foram criadas novas orientações nutricionais específicas em que o indivíduo conhece, participa e incorpora mudanças necessárias e individualizadas, através da formação de hábitos alimentares mais saudáveis e um novo estilo de vida, sem deixar de fora o que faz parte da sua cultura.
         A Reeducação Alimentar pode ter vários objetivos, por exemplo: perda, ganho ou manutenção de peso, controle dos níveis de colesterol e glicose, controle de patologias como Hipertensão Arterial, Diabetes, Obesidade, Doenças Cardiovasculares, Câncer e inúmeras outras doenças e/ou situações que exigem mudanças na qualidade da alimentação, onde a Nutrição está diretamente ligada ao tratamento e a prevenção.

           A Educação é mais do que instrução, tendo como objetivo a construção do conhecimento do paciente, ao contrário das dietas que não ocorrem mudanças internas.
                Ao contrário das famosas e milagrosas dietas, com perda de peso sem esforço, na Reeducação Alimentar precisamos estar abertos a ela na forma de incorporá-la em nossas vidas, tendo força de vontade só dessa forma a mudança será verdadeira e se tornará parte do indivíduo.
                Nesse processo de reeducação e aprendizado a pessoa se conscientiza e enxerga seus erros e compreende o que e o porquê da necessidade de mudança. Por tratar-se de um processo de aprendizagem o paciente torna-se apto a escolher corretamente seus alimentos, com a segurança de que esta fazendo a melhor escolha.
          Quando estamos abertos ao conhecimento temos motivação para aplicá-lo nos pequenos passos diários. É um processo fácil? Não. A mudança de hábito não é fácil, mas é possível, com boa vontade e disciplina. Quando o objetivo maior é prevenir, tratar, controlar doenças e promover saúde o esforço vale a pena.
         Toda essa mudança deve ser entendida como um processo com erros e acertos em busca do equilíbrio, sem preconceito ou culpa sobre o que se come.



Fonte: Texto adaptado site Educação em Diabetes

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Dieta saudável na gravidez: conheça os alimentos que devem ser consumidos e os que devem ser evitados durante a gravidez

Orientações sobre ganho de peso durante a gestação

 
        O ganho excessivo de peso na gravidez não só torna mais difícil perder o excedente após o nascimento, como também aumenta os riscos da mãe desenvolver diabetes gestacional, ter aumentos da pressão sangüínea (o que pode levar à pré-eclampsia), precisar fazer uma cesariana e sofrer infecção pós-parto. Para o bebê, o excesso de ganho de peso da mãe aumenta o risco de defeitos de tubo neural, trauma ao nascimento e morte fetal.
      Mulheres com peso normal devem ganhar entre 11 e 16 kg durante os 9 meses de gravidez; mulheres acima do peso, de 7 a 11 kg; mulheres abaixo do peso, entre 12 e 18 kg. Uma grávida de gêmeos pode ganhar um pouco mais de peso, sempre com orientação médica.
 
Como deve ser uma dieta saudável para as grávidas?


A dieta saudável de uma grávida segue os mesmos princípios básicos da dieta de um adulto normal. Ela necessita de apenas mais 300 calorias por dia para nutrir adequadamente o bebê que está carregando, desde que venham de alimentos nutritivos. Então o cardápio deve ter:

  • Grãos integrais - arroz integral, pão integral, macarrão integral, granola ou aveia integral: 6 a 11 porções por dia.
  • Derivados do leite - leite desnatado, iogurte ou queijo: 3 a 4 porções por dia.
  • Proteínas – carne vermelha, frango, peixe, feijão, soja, nozes ou ovos: 3 porções por dia.
  • Vegetais - brócolis, cenoura, vagem, tomate, couve-flor ou beterraba: 3 a 5 porções por dia.
  • Frutas - laranja, banana, pêra, mamão, melão, melancia, uva, manga ou maçã: 2 a 4 porções por dia.

Exemplos do que é uma porção: uma fatia de pão, meia xícara de arroz ou macarrão, uma xícara de cereais, uma xícara de leite ou iogurte, dois cubos de 3 cm de queijo, 55g de carne cozida, frango ou peixe, meia xícara de feijão seco, duas colheres de sopa de manteiga de amendoim, meia xícara de vegetais cozidos ou picados, uma xícara de salada verde, três quartos de xícara de suco de vegetal; uma maçã, banana ou laranja, meia xícara de frutas picadas, três quartos de xícara de suco de fruta.

Alimentos que devem ser evitados durante a gravidez:

  • Peixe cru e moluscos, possível fonte do parasita Toxoplasma que pode causar cegueira e dano cerebral fetal.
  • Peixes predatórios grandes, como peixe-espada, tubarão, cavala e atum branco (fresco ou enlatado), que pode conter níveis arriscados de mercúrio. O Departamento de Alimentos e Drogas diz para limitar o atum (branco) para 200g por semana, mas é aceitável comer até 400g de atum light, camarão, salmão, badejo e bagre.
  • Carne, frango e frutos do mar crus ou mal passados: o ideal é usar um termômetro de carne e cozinhar o porco e a carne moída a 160 graus; bife, vitela e carneiro a 145; frango inteiro a 180 graus e peito de frango a 170 graus.
  • Leite não pasteurizado e queijos pastosos - feta, brie, Camembert, Roquefort, queijo branco e queijo fresco, a não ser que o rótulo diga "feito com leite pasteurizado". Eles podem estar contaminados com a bactéria Listeria, que pode provocar aborto, parto prematuro, bebê natimorto ou doença fatal ao recém-nascido.
  • Salsichas e frios, a não ser que sejam cozidos antes da ingestão, pois podem ter sido contaminados por Listeria depois do processamento.
  • Patês, pastinhas de carne e frutos do mar defumados (a não ser cozidos antes da ingestão). Versões enlatadas são seguras.
  • Ovos mexidos moles e alimentos como molhos feitos de ovos crus ou pouco cozidos. Cozinhe os ovos até que a clara e a gema estejam firmes, para evitar contaminação por Salmonella.
  • Brotos crus, inclusive alfafa, trevo, rabanete e feijão-mungo.
  • Chás de ervas e suplementos, pois sua segurança na gravidez não foi estudada. Alguns, como o remidamim ou grandes quantidades de camomila, podem aumentar o risco de aborto ou de parto prematuro.
  • O álcool pode causar dano fetal, inclusive retardo mental e comportamento anormal. Apesar de um drinque ocasional não impor risco, nenhuma quantidade segura foi estabelecida.
  • Evitar a ingestão de mais de 2 xícaras de café por dia.

O uso de vitaminas antes e durante a gravidez

Mulheres que estejam planejando engravidar e as que já estão grávidas devem fazer uso diário de polivitamínicos que contenham:

  • Entre 0,4 a 0,6 miligramas de ácido fólico, para ajudar a prevenir defeitos de tubo neural no bebê.
  • 18 a 27 miligramas de ferro para prevenir a anemia, que está associada a nascimentos prematuros de bebês e baixo peso ao nascer.
  • Os suplementos vitamínicos usados no pré-natal não contêm cálcio suficiente - 1.000 miligramas por dia são necessários para proteger os ossos da mulher grávida e dar ossos e dentes fortes ao bebê. Por isso as grávidas devem ingerir quantidade suficiente de alimentos ricos em cálcio como leite, queijo e folhas verdes ou tomar um suplemento diário de cálcio.

Quantidade de água e atividade física durante a gravidez

Beber bastante água – cerca de 2 litros por dia - e exercitar-se regularmente também é muito importante para uma gravidez saudável e para o bem-estar da mãe e do bebê.

Mulheres grávidas podem caminhar, dançar, nadar e fazer ioga, desde que não haja nenhuma contra-indicação médica para a prática de exercícios físicos.

Atividades de alto risco como mergulho e esqui devem ser evitadas. O ideal é que toda atividade física seja orientada por um profissional de saúde responsável e com prática em acompanhar mulheres gestantes.

Fonte: NEWS.MED.BR, 2007. Dieta saudável na gravidez: conheça os alimentos que devem ser consumidos e os que devem ser evitados durante a gravidez. Disponível em: . Acesso em: 29 jun. 2012.

Os benefícios das Fibras Alimentares

Para melhor entender o efeito benéfico das fibras alimentares na saúde humana e no auxilio ao controle do diabetes vamos rever alguns conceitos. 
O que é Fibra Alimentar?

O termo Fibra Alimentar designa-se aos constituintes não digeríveis e não calóricos do alimento, ou seja, são carboidratos (polissacarídeos) de origens vegetais resistentes à hidrólise, digestão e absorção no Intestino Delgado.
No Intestino Grosso, sofrem fermentação completa ou parcial pelas bactérias intestinais, sendo essenciais para o trato gastrointestinal saudável. 

Quais são as Fibras Alimentares?

Apenas os alimentos vegetais apresentam fibras alimentares que derivam-se principalmente de parede celular e de estruturas intercelulares dos vegetais e legumes, frutas, cereais e sementes e leguminisas, são elas: Celulose, hemicelulose, pectinas, gomas, mucilagens e a lignina (não é um polissacarídeo).
  • Tipo de Fibras:
Existe a classificação de dois tipos de fibras são elas as solúveis e as insolúveis.
Devido à capacidade de dissolver em água as pectinas, gomas, mucilagens e algumas hemiceluloses são chamadas de fibras solúveis.
Por não obterem a mesma capacidade de se dissolverem as celuloses, algumas hemiceluloses e a lignina compõem as fibras insolúveis.
  • Ação Benéfica no Organismo:
- Fibras Solúveis: Trás traz benefícios à saúde, porque apresentam efeito metabólico no trato gastrintestinal, retardam o esvaziamento gástrico, aumenta a saciedade, e o tempo do trânsito intestinal, diminuem a absorção de glicose e os níveis de colesterol no sangue, principalmente o LDL. Protege contra o câncer colón-retal.
- Fibras Insolúveis: Por não se dissolverem em água aumentam o bolo fecal, depois aceleram o tempo de trânsito no intestino, pois facilitam os movimentos peristálticos e a eliminação das fezes, diminuindo a constipação intestinal e anulando o risco de aparecimento de hemorroidas e diverticulites.
  • As Fibras no Diabetes:
As fibras solúveis tornam mais lenta a transformação dos carboidratos complexos (arroz, pão, batata,macarrão) em glicose, fazendo com que o tempo de absorção do açúcar desacelere, evitando picos de hiperglicemias. Acredita-se ainda que o processo diminua os níveis de glicose sanguínea, quando de uso contínuo.
  • Recomendação Nutricional
-  De 20 a 30g de fibras diárias, máximo de 35g / dia;
-  De 10 a 13g de fibras para cada 1000 calorias ingeridas;
Apesar de diversas ações benéficas das fibras em nosso organismo, altas doses são desaconselháveis, pois o excesso pode interferir negativamente na absorção de minerais, especialmente cálcio e zinco, especialmente em crianças e idosos. 

Fonte Alimentar
  • Por serem essenciais a dieta humana seu consumo deve ser diário e não possuem efeito cumulativo.
    - Fibra Solúvel: Grãos Integrais (Aveia, trigo, Centeio, Cevada), Frutas (quando possivel com casca, bagaço e sementes), Legumes, Verduras e Hortaliças e Leguminosas (feijão, soja, lentilha, grão de bico);
    - Fibra Insolúvel: Produtos integrais (Pão integral, bolachas e biscoistos, cereal matinal integral), Arroz Integral, Farelo e Gérmen de Trigo, Feijão, Farinha Integral;
     
Fonte: Educação em Diabetes

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Família influi na obesidade infantil

Família influi na obesidade infantil


        Não basta preparar a refeição mais saudável, criar uma verdadeira revolução na lancheira e matricular os pequenos na natação, no futebol, na ginástica artística e no que mais for preciso para queimar calorias. No tratamento da obesidade infantil, é fundamental uma atuação interdisciplinar e uma perspectiva sistêmica em que a criança acima do peso seja vista como parte de um todo. Em outras palavras, o relacionamento entre pais e filhos e a história familiar são determinantes no processo de emagrecimento e devem ser articulados com as questões nutricionais e o processo de mudança de estilo de vida.
       No recém-lançado livro Obesidade na Infância e Interações Familiares: Uma Trama Complexa (editora Coopmed), a mestre em ciência da saúde e coordenadora do setor de Psicologia do Hospital São Camilo, em Belo Horizonte, Valéria Tassara, aborda a obesidade na infância ampliando o foco da responsabilidade da própria criança para o contexto das relações parentais e sociais. Fatores biogenéticos, familiares e psicossociais inter-relacionados seriam definidores na constituição do problema.
           O estudo, realizado no Ambulatório de Nutrologia Pediátrica do Hospital das Clínicas, ressalta a importância de construir intervenções em redes cooperativas e solidárias entre as famílias, os profissionais de saúde, as instituições sociais e as políticas públicas para prevenir e tratar o excesso de peso na infância. Segundo a especialista, sozinha, seguindo um regime, a criança não consegue os efeitos necessários do tratamento.
            A entrada da psicologia no processo ajudou a compreender como as crianças engordavam no contexto das relações familiares e sociais. Na pesquisa, a psicóloga identificou que algum fenômeno na origem das mães, como um sofrimento na família, favoreceria o emaranhado da relação com a criança.
— Observamos vários aspectos transmitidos entre gerações, como a obesidade e outras questões simbólicas. São valores e crenças compartilhados ao longo dos anos, uma identidade familiar sustentada no ser gordo. Não é só um padrão que se repete, mas um valor simbólico de sobrevivência do grupo familiar, do sentimento de pertencimento. Tornar-se magro e se diferenciar significaria ameaçar a existência da família em dada geração — explica.

Responsabilidade compartilhada
       Se a obesidade infantil tem tamanha relação com a identidade familiar, vem a pergunta: é possível mudá-la? Como? Segundo a pesquisadora Valéria Tassara, a repetição pode, sim, ser contestada. Os próprios questionamentos dos familiares e das crianças permitem constituir um espaço de conversação com o profissional para a construção do processo de mudanças de hábitos alimentares e estilo de vida que se tecem às questões relacionadas à identidade familiar, valores e crenças.
        A profissional lembra, por exemplo, de uma mãe que perguntou: "Aprendi que cuidar bem da minha família era dar muita comida. Como, agora, isso pode fazer mal à saúde deles?". Nesse caso, o marido tinha feito cirurgia de redução do estômago e a criança apresentou colesterol alto. A intervenção na perspectiva da psicologia sistêmica propiciou a construção de um contexto de autonomia em que os familiares e as crianças registram seus objetivos, elaboram sua proposta-projeto acordando entre eles suas responsabilidades compartilhadas para o processo de mudanças.
     A participação da família no processo de diferenciação da identidade da criança é vivenciada como uma mudança que faz parte do ciclo de vida familiar, e não como extinção da sobrevivência do grupo. O melhor caminho é o da luta das famílias ao lado das crianças.
— Não para as crianças, e sim com elas. Que seja uma luta saudável no sentido de haver uma mudança de hábitos e identidades, e isso ser colocado como um projeto a ser construído pelo grupo familiar. Para isso, é fundamental que os familiares e os profissionais vejam que o problema é deles também, e não só da criança — acrescenta.

Há excesso de açúcar e gordura na dieta
        Entre as crianças com idade de 10 a 13 anos, 80% consomem açúcar acima do nível recomendado pelos nutricionistas. Os dados são de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que registrou ainda consumo de gordura, pela mesma faixa etária, 89% acima dos padrões, e ingestão de fibras 82% abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Os dados foram apresentados pelo gerente de Pesquisas de Orçamento Familiares do IBGE, Edilson Nascimento Silva, no 8º Fórum Nacional de Alimentação Escolar, realizado no fim de maio em São Paulo.
         Para a nutricionista Joana D'Arc Mura, coordenadora do comitê científico do fórum, os dados explicam o aumento da obesidade na população brasileira, especialmente entre crianças e jovens. Tal crescimento foi constatado pelo próprio IBGE em outro estudo. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), o excesso de peso entre meninos de cinco a nove anos saltou de 10,9%, em 1974, para 34,8%, em 2009. Entre as meninas da mesma faixa etária, o sobrepeso subiu de 8,6%, em 1974, para 32% há três anos.

Dieta do Mediterrâneo aumenta a qualidade de vida

             
 dieta do mediterraneo melhora qualidade de vida
           Há anos, a dieta mediterrânea tem sido associada com uma menor possibilidade de doenças e aumento do bem-estar. Um novo estudo agora a vinculou com a saúde física e mental também.
A dieta mediterrânea, que se caracteriza pelo consumo de frutas, legumes, leguminosas (feijão, ervilha, grão de bico e lentilhas, etc), peixes, azeite e nozes, tem provado ser benéfica para a saúde pois se a uma menor chance de doenças crônicas e uma menor taxa de mortalidade.
              Um novo estudo liderado pela Universidade de Las Palmas de Gran Canaria e da Universidade de Navarra deu o próximo passo e analisou a influência da dieta mediterrânea na qualidade de vida de uma amostra de mais de 11.000 estudantes universitários durante um período de quatro anos .
             Os dados sobre a dieta foram colhidos no início do estudo e a auto-avaliação sobre a qualidade de vida foi medida após o período de acompanhamento de quatro anos. Para se verificar se a dieta mediterrânea foi realmente seguida, o consumo de vegetais, leguminosas, frutas, cereais e peixe foi positivamente valorizado, enquanto o consumo de produtos lácteos , carnes e álcool foi negativamente valorizado.
          Os resultados revelam que aqueles que ingeriram mais alimentos da dieta mediterrânea pontuaram mais no questionário de qualidade de vida em termos de bem-estar físico e mental. Esta ligação foi ainda mais forte em termos físicos de qualidade de vida.

A Pirâmide do Mediterrâneo
         Henríquez afirma que “a dieta mediterrânea é um importante fator associado com melhor qualidade de vida e pode ser considerado como um modelo de alimentação saudável.” Sua pirâmide alimentar combina alimentos a serem ingeridos diariamente, semanalmente e, ocasionalmente.
Nas principais refeições nunca deve faltar três elementos básicos: cereais, frutas e legumes e produtos lácteos. Além disso, deve incluir uma ingestão diária de 1,5 a 2 litros de água. O azeite de oliva constitui a principal fonte de gordura por sua qualidade nutricional e o consumo moderado de vinho e outras bebidas fermentadas é recomendado.
        Além disso, peixes, carnes magras e ovos são fontes de proteína animal de alta qualidade. Peixes e frutos do mar também são fontes de gorduras saudáveis.
         No topo da pirâmide estão o açúcar, doces, bolos, doces e bebidas açucaradas que devem ser consumidos ocasionalmente e em pequenas quantidades.
Não se esqueçam das azeitonas e nozes, muito consumidas nessa dieta!

 Fonte:
P. Henríquez Sánchez, C. Ruano, J. de Irala, M. Ruiz-Canela, M.A. Martínez-González, A. Sánchez-Villegas.Adherence to the Mediterranean diet and quality of life in the SUN Project. European Journal of Clinical Nutrition, 2012; 66(3): 360-8