terça-feira, 19 de março de 2013

Antioxidante presente no vinho tinto melhora performance durante o exercício físico

De acordo com um estudo publicado no The Journal of Physiology, o resveratrol, antioxidante natural encontrado no vinho tinto, melhora a performance física, a função cardíaca e esquelética de camundongos durante a prática de exercício físico.
O estudo sugere que a combinação de suplementos de resveratrol com o treino físico aumenta os efeitos benéficos da atividade física isolada. A suplementação de resveratrol foi feita em camundongos durante 12 semanas. Os dados mostraram que os animais que receberam uma dieta com elevadas doses do composto apresentaram melhor desempenho durante a atividade física de resistência.


- A investigação sobre o resveratrol vai além seus efeitos visíveis a nível cardiovascular, a nível cerebral , na prevenção da cegueira. O resveratrol surge agora como forma de melhorar a performance desportiva. Contudo, o vinho tem o "defeito" de estar associado ao álcool. Atualmente existem suplementos nutricionais em que este composto aparece isolado. Podemos assim tirar partido de todos os seus efeitos benéficos, sem qualquer consumo de álcool.
 - Para quem não tem qualquer problema com o consumo de álcool, o ideal é o consumo de 1 copo de vinho tinto por refeição.  

Fonte:http://jp.physoc.org/content/590/11/2783

sexta-feira, 15 de março de 2013

Consumo excessivo de sal aumenta risco de doenças auto-imunes

De acordo com os estudos da edição desta semana da revista Nature, o elevado consumo de sal pode induzir e agravar as respostas do sistema imunológico, e consequentemente as doenças auto-imunes.
 
Os fatores genéticos, só por si, não conseguem explicar o aumento das doenças autoimunes, e por isso os autores procuraram outros possíveis fatores, acabando por encontrar esta  relação entre sal e doenças auto-imunes (esclerose múltipla, a diabetes tipo 1 e a artrite reumatóide).
 
Numa das investigações os animais geneticamente modificados para desenvolverem esclerose múltipla pioraram quando ingeriram uma maior quantidade de sal, em comparação com os que tinham uma ingestão mais moderada. Observou-se que o sal potenciou a produção de um tipo de células imunitárias, os linfócitos T, importantes no combate a agentes infeciosos; porém, quando ingerido em quantidades superiores às recomendadas podem entrar em conflito com o organismo e desencadear doenças autoimunes, já que as defesas do organismo deixam de reconhecer os próprios tecidos e atacam-nos. Outro dos estudos referiu que as dietas ocidentais atuais têm altos níveis de sal e isso levou ao aumento da hipertensão e, possivelmente, das doenças auto-imunes.

- É conhecido que o elevado consumo de sal já é um fator de risco para problemas cardíacos e de hipertensão. Com este estudo, verifica-se também que o consumo excessivo de sal  pode representar um fator de risco ambiental para o desenvolvimento de doenças auto-imunes. Deste modo, a alteração dos hábitos alimentares como prevenção e durante o tratamento  sempre será necessária!
- Reeduque o paladar a descubra o sal escondido nas prateleiras do seu supermercado. Abdicar do sal é inicialmente muito difícil. Mas bastam 1-2 meses para notar o paladar mais apurado e a sensação de que os alimentos ficam mais saborosos com pouco sal. Comece por…
   - Habituar-se a ler os rótulos e a ver os níveis de sal ou cloreto de sódio.
  - Fuja dos alimentos em conservas, enlatados, embutidos, caldos de galinha, de carne, de legumes...
  -Pôr menos sal ao cozinhar e deixar de adicionar à mesa. Substitua-o pelos temperos como as ervas aromáticas e especiarias.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Síndrome metabólica pode causar doenças renais

São os resultados de um  estudo publicado no Journal of the American Society Nephrology. A síndrome metabólica é caracterizada por um conjunto de facores que aumentam o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes e mesmo de morte prematura, quando estes fatores se sobrepõem.

Para ser diagnosticado com síndrome metabólica o paciente deve apresentar três ou mais das seguintes características:
-  Hipertensão arterial;
-  Hiperglicemia (açúcar elevado no sangue);
-  Excesso de gordura abdominal;
-  Niveis reduzidos de HDL-c (bom colesterol);
- Trigliceridos elevado
s. 


Os investigadores analisaram dados de 11 estudos que avaliaram a relação entre a síndrome metabólica e a doença renal. Num total de 30.416 doentes de vários grupos étnicos. Segundo os resultados, as pessoas com síndrome metabólica têm 55% mais probabilidade de desenvolver problemas renais, principalmente em relação à diminuição da função renal. Além disso, o risco de ter problemas nos rins aumenta à medida que os componentes da síndrome metabólica pioram.



- São já vários os estudos que  sugerem que com a perda de excesso de peso, aumento dos níveis do bom colesterol e controlo da glicemia, é possível diminuir os riscos de desenvolver doença renal. A prevenção e terapêutica instituida na síndrome metabólica é feita através da implementação  de um plano alimentar equilibrado, prática de atividade física e muitas vezes recurso à suplementação. 



Fonte:http://cjasn.asnjournals.org/content/early/2011/08/18/CJN.02180311

quarta-feira, 13 de março de 2013

Mais antioxidantes, menos risco de enfarte!

The American Journal of Medicine relata que um bom aporte de antioxidantes através da alimentação, ajuda a prevenir enfarte do coração.
O estudo foi realizado na Suécia e seguiu mais de 32 000 mulheres com mais de 50 anos, durante 10 anos. A cada ano, os entrevistados preenchiam um questionário alimentar com o objetivo de quantificarem a média de alimentos ingeridos no ano anterior. Depois era feito o cálculo de todos os antioxidantes ingeridos. Durante o estudo 1114 mulheres sofreram enfarte.
As mulheres que mais consumiram alimentos com antioxidantes tiveram um risco 20% mais baixo de sofrer com este problema. Estas senhoras consumiam 3 vezes mais legumes e frutas do que as restantes, o que equivale a cerca de 7 porções de frutas e legumes por dia. 
Estes resultados são muito melhores do que qualquer estudo com suplementação de antioxidantes específicos já demonstrou, o que mostra que é muito mais benéfico ingerir grande variedade de vitaminas, minerais e fitoquímicos através de frutas e legumes na alimentação diária.













 Fonte:http://www.amjmed.com/webfiles/images/journa/ajm/AJMOct12RautiainenTotalAntioxidant.pdf





terça-feira, 12 de março de 2013

Frutas vermelhas protegem coração de mulheres jovens

Um estudo publicado no jornal Circulation da American Heart Association realizado por pesquisadores de Havard com mulheres entre 25 e 42 anos, ao longo de 18 anos, concluiu que as que consumiam essas frutas pelo menos três vezes por semana tinham risco reduzido de ataque cardíaco em até um terço em comparação com aquelas que consumiam uma vez por mês ou menos.
Os especialistas acreditam que os benefícios vêm do alto teor de flavonóides em frutas vermelhas, que parecem evitar o entupimento de artérias. Os flavonóides são compostos antioxidantes encontrados em plantas, bem como chá e vinho tinto, e protegem o organismo contra uma ampla gama de doenças, incluindo doenças cardíacas e demência.


Fonte:http://circ.ahajournals.org/

Diminuir consumo de fruta não é solução para diabéticos

Um estudo publicado no Nutrition Journal verificou se a diminuição do consumo de fruta era benéfica em indivíduos com diabetes tipo 2. Quando surge o diagnóstico de diabetes tipo 2 surge o medo de tudo o que tem açúcar, mas há que entender a forma correta de ingerir os alimentos, bem como a diferença entre eles. O estudo dividiu 63 homens e mulheres em 2 grupos, um dos grupos devia ingerir mais do que 2 frutas por dia e o outro não podia ultrapassar esse limite. Ambos foram acompanhados por nutricionistas. Os resultados mostraram que seguindo um plano alimentar equilibrado em ambos os grupos houve perda de peso e melhoria dos parâmetros associados à diabetes. Portanto este é um estudo que mostra que não precisa  fugir da fruta, tem é de a saber comer! A fruta tem açúcar, é verdade! Mas não é o mesmo que açúcar branco que se coloca nos bolos/guloseimas/cafés/chá. Além disso, a fruta fornece vitaminas, minerais e se comida com casca e com outros alimentos a acompanhar (iogurte, nozes, amêndoas, avelãs, queijo fresco,…), a sua absorção será mais lenta. 

Se tem diabetes não coma fruta isolada, prefira-a para acompanhar as refeições principais ou simplesmente num lanche junto com um iogurte de soja ou vaca ou com algumas oleaginosas (nozes, amêndoas, avelãs). Prefira também a fruta in natura do que sucos naturais cuja absorção é mais rápida. Faça exercício e tenha uma alimentação variada! 


Fonte:www.nutritionj.com/content/12/1/29/abstract

quinta-feira, 7 de março de 2013

Genes associados à obesidade podem influenciar escolhas alimentares

Um estudo publicado na American Journal of Clinical Nutrition revela que algumas variações em dois genes ligados à obesidade, o FTO e o BDNF, podem ter influência nas escolhas alimentares que contribuem para o desenvolvimento da obesidade.
Os investigadores afirmam que algumas pessoas que apresentam variações nos referidos genes tendem a:
- Fazer mais refeições e lanches;
- Ingerir mais calorias por dia;
- Preferir alimentos com elevado teor de gordura e açúcar.



- Entender de que modo os nossos genes influenciam a obesidade é fundamental para compreender a atual epidemia de obesidade, mas é importante lembrar que alterações genéticas por si só não significam que a obesidade é inevitável. As nossas opções relativamente ao estilo de vida são fundamentais quando se trata de determinar quão magros ou pesados ​​somos, independentemente das características genéticas.
- No entanto, a descoberta deste tipo de marcadores genéticos torna-se uma mais valia nas intervenções para controle da obesidade em pessoas que são geneticamente predispostas.
- Este estudo é muito importante para percebermos que algumas pessoas obesas não dependem apenas do seu comportamento mas também da sua genética.