quinta-feira, 14 de junho de 2012

Estudo relaciona excesso de refrigerantes com doenças pulmonares

            O consumo de refrigerantes associa-se a uma série de doenças crônicas, mas nenhum estudo havia demonstrado uma relação com o desenvolvimento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), como a asma brônquica, bronquite crônica ou enfisema pulmonar.
Um estudo que avaliou 16.907 indivíduos adultos, residentes no Sul da Austrália, demonstrou uma associação positiva entre o consumo elevado de refrigerantes e o desenvolvimento da DPOC.
          Os dados do estudo foram coletados a partir de um sistema de vigilância de fatores de risco para doenças comuns.Entre os 16.907 participantes do estudo, 11,4% relataram um consumo diário de mais de meio litro de refrigerantes.
         Altos níveis de consumo de refrigerantes foram positivamente associados com o desenvolvimento da DPOC. Após uma análise estatística, a qual excluiu outros fatores de risco e aspectos do estilo de vida, os pesquisadores observaram um aumento de 26% no risco relativo de asma brônquica e, 79% no risco relativo de bronquite crônica ou enfisema pulmonar entre os consumidores de grandes quantias de refrigerantes, quando comparados com aqueles indivíduos que não consumiam tais bebidas.
Fonte: Respirology.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Orientações para transformar a sua dieta mais rica em ferro

 


O ferro é um elemento mineral que pode ser encontrado nos alimentos sob duas formas químicas diferentes. Existe o ferro “não heme” (também denominado por vezes de “inorgânico”), que se encontra presente nos vegetais, leite e ovos. Estes alimentos só contêm este tipo específico de ferro, embora na carne e no peixe o ferro “não heme” constitua cerca de 65% do total. O ferro “heme”, ou orgânico só se encontra na carne e no peixe, constituindo 35% do total de ferro contido nestes alimentos.
O ferro, independentemente do seu tipo, seja ferro “heme” ou ferro “não heme”, possui uma taxa reduzida de absorção. As taxas variam conforme o tipo, mas a absorção nos vegetais, em geral, é de apenas 10%, do peixe cerca de 15% e na soja e seus derivados cerca de 20%. O tipo de alimento que apresenta uma maior taxa de absorção de ferro é o grupo das carnes, registando-se 30%
de absorção efetiva. Existe o mito que o ferro da carne é melhor que o ferro de origem vegetal, embora este fato não seja correto. Isto porque o organismo não consegue distinguir, uma vez absorvido, se o ferro teve origem a partir de vegetais ou carnes, sendo ambos os tipos aproveitados metabolicamente.
O que acontece é que, como se demonstrou, a taxa de absorção do ferro da carne, o ferro “heme”, é superior ao ferro vegetal, o ferro “não heme”, embora seja mais prejudicial ao coração.A vitamina C aumenta a absorção do ferro “não heme”. Já o cálcio, os oxalatos das verduras, os cereais, os polifenóis ou taninos do chá e até certos alimentos de origem vegetal podem prejudicar a absorção de ferro, caso estejam presentes em excesso.

Alimentos considerados com alto teor de ferro:
-Carne de vaca, peixe, frango, fígado e mariscos.
-Gema de ovo.
-Os grãos: soja, Glossary Link feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico.
-Verduras: Glossary Link espinafre, brócolis, couve e outras verduras com folhagem verde mais escura.
-Frutas secas.
-Cereais enriquecidos com ferro.
Alimentos considerados com baixo teor de ferro:
-Leite e derivados.
Substâncias que diminuem a absorção intestinal do ferro:
-Leite e derivados.
-Alimentos ricos em fibras.
Substâncias que aumentam a absorção intestinal do ferro:
-Vitamina C.
-Alimentos ricos em vitamina C em ordem de concentração (tomar 1 copo de suco após o almoço) - Glossary Link acerola, cajú, Glossary Link pimentão vermelho, Glossary Link goiaba, salsa seca, Glossary Link kiwi, Glossary Link pimentão verde, laranja, limão, agrião, repolho, couve, Glossary Link melão, Glossary Link tomate, tangerina e Glossary Link abacaxi

Dieta rica em antioxidantes diminui o risco de AVC

 


As mulheres que ingerem uma dieta rica em substâncias antioxidantes apresentam um risco menor de AVC (acidente vascular cerebral), conhecido popularmente como derrame cerebral.Este achado é mais significativo entre as mulheres sem história prévia de doença cardiovascular.Estas são as conclusões principais de uma nova pesquisa realizada na Suécia.
O estudo descobriu que mulheres sem história de doença cardiovascular e que consumiam uma grande quantidade de alimentos ricos em antioxidantes como frutas, legumes, chás, grãos integrais e chocolate, tinham um risco 17% menor de qualquer tipo de AVC, quando comparadas com aquelas que ingeriam pequenas quantias destes alimentos.
As mulheres que consumiam uma dieta rica em alimentos antioxidantes apresentaram um risco 45% menor de AVC hemorrágico, responsável por cerca de 10% de todos os casos de AVC.
"Este estudo sugere que uma dieta rica em antioxidantes, especialmente composta de frutas e legumes, pode ser uma medida preventiva importante em relação ao AVC", disse a Dra. Susanne Rautiainen, autora principal do estudo e pesquisadora do Instituto Karolinska (Estocolmo, Suécia).
Os pesquisadores analisaram 31.035 mulheres livres de doença cardiovascular no início do estudo e 5.680 mulheres com antecedentes de doença cardiovascular.Os hábitos alimentares destas mulheres foram avaliados, bem como os níveis de ingestão de alimentos ricos em antioxidantes.Os pesquisadores identificaram 1.322 casos de AVC entre mulheres sem histórico de doença cardiovascular e 1.007 casos de AVC entre mulheres com histórico positivo.
Os dados foram obtidos a partir do Registro Hospitalar Sueco.O risco de AVC foi ajustado para idade, escolaridade, tabagismo, índice de massa corporal, atividade física, hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, história familiar de infarto do miocárdio, uso de aspirina, uso de suplementos alimentares, consumo calórico diário e ingestão de álcool e café.
As frutas e legumes contribuíram com cerca de 50% do aporte de antioxidantes.Outras fontes alimentares de antioxidantes foram os grãos integrais (18%), chás (16%) e chocolate (5%).
Fonte: Stroke.

 
 Os alimentos mais ricos em antioxidantes são:

       Temperos e ervas: são um dos principais grupos de alimentos com alto valor de antioxidantes. Podem ser destacados o cravo-da-índia, hortelã desidratado, pimenta-da-jamaica, orégano, tomilho, alecrim, açafrão e sálvia (todos desidratados). Apesar de serem consumidos em pequenas quantidades, contribuem de maneira importante para o potencial antioxidante da dieta, especialmente quando utilizados regularmente nas preparações culinárias.
     Frutas vermelhas e berries: o mirtilo, o Zereshk (um tipo de baga vermelha), ameixa seca, morango e romã são os alimentos que mais contêm compostos antioxidantes no grupo das frutas vermelhas e berries.
     Nozes e sementes: as principais fontes de antioxidantes deste grupo são as nozes, noz-pecã, semente de girassol, castanhas, amendoins, avelãs e amêndoas, sempre com casca.
     Frutas e sucos naturais: algumas frutas e sucos naturais com maior conteúdo de antioxidantes são maçã desidratada, damasco seco, suco de romã, manga desidratada, suco de uva, suco de ameixa, suco de cranberry, laranja, suco de laranja, mamão papaya e maçã.
     Bebidas: os maiores valores de antioxidantes foram encontrados nas folhas de chás (não processadas), nos chás em pó e no café. Outras fontes são o vinho tinto, chá verde e chá preto, além dos sucos naturais acima. 
     Chocolates: a presença do cacau é que determina o teor de antioxidante do chocolate. Por isso, os chocolates amargos, com mais cacau, são melhores para a saúde. No estudo, os chocolates com 70 a 99% de cacau apresentaram os maiores valores de antioxidantes, seguidos pelos de 40 a 65% e, por último, de 24 a 30% de cacau.

domingo, 10 de junho de 2012

Anabolizantes e seu uso irregular



Os produtos anabolizantes contendo esteróides ou substâncias similares aos hormônios podem fazer milagres imediatos para a massa muscular, mas são uma catástrofe, em curto ou longo prazo, para a saúde em geral e para o coração.
O uso desses produtos é fator de risco para doenças cardiovasculares. Podem causar derrames, piorar os níveis de colesterol no sangue, causar distúrbios na coagulação sanguínea e hipertensão e aumentar as chances de infarto.
Isso sem falar nos outros estragos à saúde. Entre os efeitos adversos constatados, estão lesão no fígado, insuficiência renal, embolismo pulmonar, infertilidade e impotência, masculinização em mulheres, crescimento das mamas em homens e baixa estatura em crianças.
O problema é que, embora os malefícios sejam bem conhecidos, esses produtos continuam a ser irregularmente comercializados e consumidos por pessoas em busca de uma ilusória boa forma.
Por esse motivo, o FDA, agência que regula a venda de medicamentos e alimentos nos EUA, acaba de lançar um alerta público para que os consumidores parem de usar produtos anabolizantes com esteróides ou similares.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também alerta sobre o uso irregular de anabolizantes. Sua venda e seu uso para fins de aumento da massa muscular são considerados ilegais.
Muitos desses produtos são vendidos como suplementos alimentares, mas não são. Anabolizantes são medicamentos, e podem ser usados para patologias específicas. Mas o uso do produto sem necessidade médica, com o intuito de causar hipertrofia muscular, é irregular e perigoso.
Mesmo assim, os anabolizantes para esse fim são vendidos irregularmente, seja por meio de sites na Internet seja pelo “comércio” informal em academias ou mesmo lojas de suplementos. Isso acontece tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo.  
No recente alerta da FDA, foram listados como perigosos à saúde os produtos TREN-Xtreme, MASS Xtreme, ESTRO Xtrene, AH-89 Xtreme, HMG Xtreme, MMA-3 Xtreme, VNS-9 Xtreme e TT-40 Xtreme.
Para as pessoas que usam esses produtos, a recomendação é suspender imediatamente o uso. Quem apresenta sintomas possivelmente relacionados ao produto, especialmente náuseas, fraqueza ou fadiga, febre, dor abdominal ou peito, fôlego curto, pele ou olhos amarelados e urina escura, deve procurar um médico.

Fonte: Anvisa


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dicas para cuidar da alimentação no inverno

Vivemos em uma época caracterizada pelo aumento na expectativa de vida da população mundial. Com isso, doenças como as cardiovasculares, tornaram-se as causas mais comuns de mortes nos países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Fato esse, influenciado pela industrialização, pela urbanização e pela mudança no estilo de vida da população, principalmente no que se refere ao hábito alimentar.

As adequações da alimentação constituem medidas fundamentais para a preservação da saúde e prevenção de doenças. No contexto cardiovascular, e em especial na prevenção do infarto e no controle da hipertensão arterial, a adoção de um estilo alimentar adequado destaca-se como medida básica e essencial.

A manutenção da alimentação saudável deve ser feita ao longo de todo o ano. Porém, com maior rigor nos meses de inverno. Isso porque cerca de 80% das pessoas ganham em torno de 1 a 2 kilos nos meses de junho, julho e agosto. Quando os alimentos leves são trocados por gordurosos, e os exercícios físicos são deixados de lado.

Por isso, as recomendações básicas para uma dieta balanceada durante essa época do ano são as seguintes:

• Alimentação rica em frutas, hotaliças, laticínios com baixos teores de gorduras, fibras e mineirais.
• Redução no consumo de sal. A taxa de consumo diária não deve exceder a 2g de sódio – o que corresponde a 5g de sal de cozinha.

Ademais, os infartos também são mais incidentes em épocas de frio. Decorrentes, em grande parte, da lesão isquêmica, devido a redução de oxigênio. Com o clima frio e consequente diminuição da temperatura corporal, ocorre constrição dos vasos do organismo acarretando redução na oferta de oxigênio.

Desta feita, procure manter uma alimentação balanceada durante todos os dias do ano, com especial atenção aos meses de inverno. Assim, ganhamos em saúde e qualidade de vida.


OBS: Veja mais dicas de alimentação saudável no blog ;)
Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia

Opções mais saudáveis de carne...saiba como escolher!!!




As carnes vermelhas e os embutidos, como a salsicha e o salame, são as maiores fontes de gordura saturada (GS).Outras fontes ricas em GS são o leite integral e seus derivados, como os queijos e a menteiga.Em geral, quanto mais macio e amarelo é o queijo, maior é o seu teor de GS.
As GS aumentam o risco de doença cardiovascular, por elevar o LDL colesterol ("colesterol ruim").Além disso, estudos realizados com milhares de indivíduos indicaram um maior risco de morte entre aqueles que consumiam maiores quantidades de carne vermelha.
 Em suas compras no supermercado, escolha produtos sem gordura branca visível.Para reduzir o nível de GS das aves, é fundamental evitar comer a pele. A melhor opção é o peito de frango, parte menos gordurosa das aves.

Escolha as carnes mais saudáveis
Alimento - Percentual de Gordura Total (GT) - Percentual de Gordura Saturada(GS)
Bacon- GT 77% - GS 27%
Salsihas- GT 72% - GS
Bife de alcatra magro- GT 50% - GS 21%
Carne moída- GT 64% - GS 27%
Carne suína magra- GT 29% - GS 10%
Carneiro magro- GT 56% - GS 26%
Coxa de frango com a pele- GT 56% - GS 16%
Peito de frango sem pele- GT 17% - GS 5%

Consumo de nozes e redução do colesterol ruim




Uma revisão de vários estudos demonstrou que o consumo regular de Glossary Link nozes melhora os níveis de gorduras no sangue, especialmente entre indivíduos com níveis mais elevados de LDL colesterol ("colesterol ruim") ou com um menor IMC (índice de massa corporal).Este último parâmetro é utilizado para o diagnóstico de sobrepeso e obesidade.
Os efeitos do consumo de Glossary Link nozes sobre os níveis de gorduras foram avaliados em 25 estudos, realizados em sete países. Um total de 583 homens e mulheres com níveis elevados de colesterol e que não estavam tomando medicamentos hipolipemiantes (redutores de colesterol), formaram a amostra desta revisão.
Numa análise conjunta, os autores da revisão concluíram que o consumo médio diário de 67 gramas de nozes por dia acarretou os seguintes benefícios: redução média de 10,9 mg/dl para o colesterol total e 10,2 mg/dL para o LDL colesterol ("colesterol ruim").Os níveis de triglicerídeos foram reduzidos em 20,6 mg/dL, em média, em indivíduos com níveis de triglicerídeos no sangue de pelo menos de 150 mg/dL (limite superior da normalidade), mas não naqueles com níveis mais baixos.
Os efeitos do consumo de nozes relacionou-se com a quantidade  ingerida.O efeito redutor do colesterol foi mais significativo entre os indivíduos com níveis mais elevados LDL colesterol e um índice de massa corporal (IMC) mais baixo.
Fonte: Archives of Internal Medicine.