quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Alimentação alcalina e benefícios para a saúde!

 

Revisão publicada em 2012 no Journal of Environmental and Public Health, analisa o papel de uma alimentação alcalina na saúde. Foram revistos, na Pubmed, artigos sobre pH, potencial de cargas de ácido renais, saúde óssea e muscular, hormônio do crescimento, dor nas costas, vitamina D e quimioterapia. A revisão incluiu muitos livros escritos na literatura leiga sobre dieta alcalina e estes foram revistos e avaliados à luz da literatura científica publicada. Pode haver algum valor em considerar uma dieta alcalina na redução da morbidade e mortalidade por doenças crônicas, entretanto mais estudos são necessários nesta área. Dietas alcalinas resultam em um pH mais alcalino de urina e, consequentemente, na redução da excreção de cálcio pela urina. No entanto, em alguns relatórios recentes, isto pode não refletir no equilíbrio de cálcio total devido a outros tampões tais como o fosfato (presente nos refrigerantes, por ex.). 

De um modo geral, as dietas alcalinas podem resultar num certo número de benefícios para a saúde, como indicado abaixo:

>Aumento na ingestão de frutas e legumes em uma dieta alcalina melhora a relação K(Potássio) / Na (Sódio) o que, por sua vez, pode beneficiar a saúde óssea, reduzir a perda de massa muscular, bem como diminuir a ocorrência de outras doenças crônicas, como hipertensão e doenças do coração.

>Aumento do hormônio do crescimento que pode melhorar e proteger a saúde cardiovascular, a memória e a cognição.

> Um aumento de magnésio intracelular, que é necessário para a função de muitos sistemas enzimáticos e ativação da Vitamina D, são outras vantagens da dieta alcalina.

>A alcalinidade pode resultar em benefícios adicionais para alguns agentes quimioterapêuticos que requerem um pH mais elevado.

A partir das evidências descritas acima, seria prudente considerar uma dieta alcalina para reduzir a morbidade e mortalidade de doenças crônicas que estão afligindo o envelhecimento da população. Uma das primeiras considerações em uma dieta alcalina, que inclui mais frutas e verduras, é saber o tipo de solo que foram cultivadas, uma vez que este pode influenciar significativamente o teor mineral dos alimentos. Neste momento, existem estudos científicos limitados nesta área, e muitos mais estudos são indicados no que diz respeito aos efeitos musculares, hormônio do crescimento e interação com a vitamina D.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Receitas sem Glúten : Goma Xantana...o que é e para que serve!

Segue o link para maiores informações Estilo de vida sem Glúten

No momento de fazer pão sem glúten deparamo-nos com muitos problemas. O pão parece que não fica igual, não sabe ao mesmo, não tem a mesma textura e é difícil ou quase impossível fazer pão só com um tipo de farinha.
O glúten confere características à massa que permitem que se mantenha fofa e unida. Com glúten, o pão tem a elasticidade, a consistência e o aspecto que estamos habituados a ver e saborear.

Mas fazer pão sem glúten não é impossível, só temos de juntar farinhas que mimetizem as propriedades das farinhas com glúten e usar quando necessário auxiliares preciosos como a goma xantana.

A goma xantana é um aditivo natural já que é um polissacarídeo obtido pela fermentação de uma bactéria. Muitas vezes provém da fermentação de milho, por isso atenção se tiver algum tipo de intolerância ao milho.

Atualmente, encontra-se com facilidade à venda. Vende-se na forma de pó e pode ser usada com diversos fins: espessante, estabilizante, emulsionante, agente de suspensão, encorpante para saladas, molhos, produtos instantâneos, sobremesas, confeitaria, produtos lácteos, sumos de fruta e pastelaria.

Esta goma vai permitir que a mistura de farinhas tenha características semelhantes à mistura com glúten pois será possível conservar os gases resultantes da fermentação, permitindo um pão fofo e consistente.

Por cada xícara de farinha pode acrescentar-se entre ½ a 1 colher de chá de goma xantana mas o melhor será seguir uma receita da primeira vez que utilizar este auxiliar. 

Fonte: Esmeralda do Sul
Por norma, por cada chávena de farinha pode acrescentar-se entre ½ a 1 colher de chá de goma xantana mas o melhor será seguir uma receita da primeira vez que utilizar este auxiliar. - See more at: http://www.esmeraldazul.com/pt/blog/goma-xantana-o-que-e-e-para-que-serve/#sthash.THG9f3JU.dpuf

Por norma, por cada chávena de farinha pode acrescentar-se entre ½ a 1 colher de chá de goma xantana mas o melhor será seguir uma receita da primeira vez que utilizar este auxiliar. - See more at: http://www.esmeraldazul.com/pt/blog/goma-xantana-o-que-e-e-para-que-serve/#sthash.THG9f3JU.dpuf
 
Mas fazer pão sem glúten não é impossível, só temos de juntar farinhas que mimetizem as propriedades das farinhas com glúten e usar quando necessário auxiliares preciosos como a goma xantana.

A goma xantana é um aditivo natural já que é um polissacarídeo obtido pela fermentação de uma bactéria. Muitas vezes provém da fermentação de milho, por isso atenção se tiver algum tipo de intolerância ao milho. - See more at: http://www.esmeraldazul.com/pt/blog/goma-xantana-o-que-e-e-para-que-serve/#sthash.THG9f3JU.dpuf


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sensibilidade não celíaca ao trigo

Estudo publicado no The American Journal of Gastroenterology avaliou 276 pacientes diagnosticados com sensibilidade não celíaca ao trigo e fez uma revisão de literatura já que os mecanismos envolventes nestes processos são ainda pouco claros.
Denomina-se sensibilidade não celíaca ao trigo, quando não há confirmação de doença celíaca (alergia a todos os cereais que têm glúten), nem de alergia ao trigo, mas verifica-se um conjunto de sintomas não específicos que pode abranger o trato gastrointestinal, sistema nervoso, pele e outros órgãos. 

Pode incluir: dor e distensão abdominal, 
dor de cabeça,
 confusão mental, 
formigueiro/dormência nas mãos e pés, 
fadiga, dor muscular, 
diarreia,
 eczema, 
perda ou aumento de peso,
 bem como distúrbios neurológicos e psiquiátricos.
Verificou-se melhoria dos sintomas com a dieta de eliminação e retrocesso com a reintrodução do trigo. De salientar que a proteína de vaca também causou reações adversas. 

Alta prevalência de mortes em Diabéticos com Excesso de Peso e Obesidade

Estudo da Harvard School of Public Health (HSPH) publicada no New England Journal of Medicine refutou esta relação e mantem a recomendação de que é essencial controlar o peso em pacientes com diabetes. Foram avaliados dados de quase 9 mil mulheres e cerca de 2400 homens com diabetes tipo 2 de coortes já em estudo. Estes participantes foram seguidos por 36 anos (as mulheres) ou 26 anos (os homens). Foram registadas 3083 mortes.
Os resultados da análise , mostraram uma associação positiva entre o peso (IMC) na altura do diagnóstico da diabetes e o risco de mortalidade por todas as causas. O risco mais baixo de mortalidade foi verificado entre os indivíduos de peso normal. Não foi verificada menor mortalidade nos casos de excesso de peso e obesidade.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Chá verde pode não ser bom para tireóide!!!!

Estudo analisou uso do extrato de chá verde em um grupo ou simplesmente as catequinas do chá verde em outro grupo (catequinas são os principais compostos flavonóides do chá verde), em relação à função da tireóide. Os dois grupos de ratos apresentaram redução na função de tireóide peroxidase (enzima que funciona para a colocação da iodo na tireoide - faz iodetação) e redução da deiodinase 1, enzima que converte o hormônio T4 em T3, que é o hormônio ativo da tireoide e que responde pelas suas principais funções. Portanto, consumir chá verde em alta concentração pode não ser benéfico e desregular a tireóide. Há relatos de que parte desta ação se dê pela presença excessiva de flúor no chá verde, mas este trabalho já aponta no sentido das catequinas. Importante observar que quase não há trabalhos feitos em humanos.

terça-feira, 25 de março de 2014

REDUÇÃO DA GORDURA ABDOMINAL com a EXCLUSÃO DO GLÚTEN


Pouco se sabe sobre os efeitos da ingestão de glúten na obesidade. A resposta científica veio de um estudo experimental e dissertação de mestrado da Universidade Federal de Minas Gerais '.
Efeitos da exclusão dietética do glúten de trigo em modelo experimental de obesidade e resistência insulínica.' 
Durante oito semanas, 40 camundongos foram separados em grupos e tratados com suas respectivas dietas. Eles eram alimentados de forma idêntica, com comida rica em gorduras, como ocorre com a alimentação de obesos humanos, só que uma delas tinha glúten de trigo e a outra, não. A conclusão é de que aqueles animais que foram tratados com glúten ganharam 25% a mais de peso corporal comparados aos isentos do nutriente. O grupo que não ingeriu glúten apresentou menor ganho de adiposidade – gordura – na região abdominal, além de melhor sensibilidade à ação da insulina, hormônio importante na manutenção de uma glicemia normal. Mas o melhor resultado foi em relação ao ganho de gordura abdominal: 33% maior nos animais que consumiram o glúten. O estudo demonstrou que a retirada do glúten da dieta pode evitar o ganho de peso. Ou seja, não ingerir os cereais que contêm essa proteína pode ter algum efeito na prevenção da obesidade e da resistência à insulina, secundária a essa doença.
 
Referênicia:
PIRES, F. L. Efeitos da exclusão dietética do glúten de trigo em modelo experimental de obesidade e resistência à insulina. Data da Defesa: 08/03/2010. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-graduação em Bioquímica e Imunologia. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte. Minas Gerais.

Fonte:
Estado de Minas.

Efeitos cerebrais com o uso do chá verde!!!

Estudo recente, fevereiro de 2014,  publicado no Biochemical and Biophysical Research Communications revelou efeitos impressionantes de polifenóis do chá verde na recuperação cerebral. Estes compostos poderão ter efeito na prevenção e tratamento de doença como doença de Alzheimer, Parkinson.
A chegada de quantidades adequadas de Fator Neurotrófico a áreas do cérebro afetadas por doenças degenerativas é uma tarefa difícil. Este fator ajuda na sobrevivência dos neurônios e encoraja o crescimento e diferenciação de novas células. É importante por exemplo na preservação da memória. A investigação concluiu que os polifenóis do chá verde potenciam a ação do Fator Neurotrófico; o efeito é verificado para a epigalocatequina-3-galato juntamente com outros polifenóis; descobriram também a forma como este efeito é potenciado.